Ebook aborda humor da era de ouro do rádio no Brasil

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O professor e escritor Rafael Duarte Oliveira Vennacio, pós-doutorando na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), acaba de lançar o ebook Figuras do cômico e o rádio brasileiro: Humor, comédia e os atos de fala radiofônicos.

O livro preenche uma lacuna nos estudos sobre o rádio no Brasil, principalmente na chamada era de ouro do rádio, que se estende dos anos de 1930 aos anos de 1950.

Assim, é um livro para ser lido por estudantes, profissionais e pesquisadores da comunicação e amantes do rádio principalmente.

 

Sinopse

O humor, muito antes dos tempos do stand up comedy, que se torna sensação no Brasil do século 21, encontrou no rádio um lugar frutífero para o seu desenvolvimento desde seus primeiros tempos enquanto atração, no meio de cantores, dos programas de auditório. Isso dura, mais ou menos, por toda era de ouro do rádio brasileiro, ou seja, até os anos 1950.
Assim, começa em 1931, na Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, com Manezinho e Quintanilha. Depois desses pioneiros, surgem duplas humorísticas “caipiras” (Alvarenga & Ranchinho, Jararaca & Ratinho são exemplos) e, nos anos 1940, surgem os primeiros esquetes: PRK 30, Edifício Balança Mas Não Cai, Tancredo e Trancado e Piadas do Manduca.
O PRK 30 era uma sátira ao próprio rádio. Balança Mas Não Cai era uma versão radiofônica do modelo do teatro de revista. Tancredo e Trancado era uma dupla de trapalhões. Por fim, Piadas do Manduca e Escolinha da Dona Olinda, do célebre Nhô Totico, utilizavam um conjunto de piadas dentro de um contexto escolar. São programas que influenciam o humor na televisão brasileira e que, atualmente, não existem mais no rádio.
Assim, na cena atual radiofônica, especialmente em São Paulo, o humor está presente apenas na forma de programas de debate com humor de improviso, imitações e pequenos spots ficcionais de comédia tal como os do Chuchu Beleza. Sai uma tradição e entra outra que, cada vez mais ganha espaço na televisão. Aquilo que surge de humor no rádio, feito apenas pela articulação sonora, é reinventado e levado a um novo nível pelo seu novo uso na televisão.
No entanto, pouco ainda foi dito acerca das diferenças entre humor e comédia no rádio brasileiro. Ambos são gêneros diferentes do rádio e sua reflexão nos permite uma luz interessante sobre a linguagem sonora midiática atual que possui destaque com a ascensão aos podcasts.

Onde encontrar.

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