Marisol Ceh Moo é a primeira mulher a ganhar o Prêmio de Literatura Indígena da América

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A comissão de jurados do Prêmio de Literatura Indígena da América (PLIA) informou que escolheu como vencedora da versão deste ano, a sétima, a escritora Marisol Ceh Moo, por seu romance Sa´Atal Maan ( Passos Perdidos ), escrito em Yucatecan Maya.

O prêmio é organizado pela Universidade de Guadalajarapelo Instituto Nacional de Línguas Indígenas e pela Secretaria Federal de Cultura

“Por melhorar a intervenção espiritual no trabalho da terra, graças aos antigos conhecimentos e tradições do universo maia”, justificara os jurados.

Gabriel Pacheco Salvador, presidente da Comissão Interinstitucional PLIA, disse que 26 propostas foram recebidas de oito países: Argentina, Chile, Colômbia, Peru, Bolívia, Paraguai, Equador e México.

O reitor do Centro Universitário de Ciências Sociais e Humanas, Juan Manuel Durán, comentou que “para a Universidade de Guadalajara, o desenvolvimento das línguas indígenas e sua preservação são a chave para as culturas dos povos indígenas, pois nos darão a caminho para a sociedade do futuro”.

Sol Ceh Moo agradeceu “aos amigos e leitores, mas sobretudo aos integrantes das comunidades originárias que nos acompanham hoje; e à aqueles que não, espero que amanhã possa encontrá-los pelo caminho. Agradeço ainda mais à deidade, à nossa terra e ao milho que tanto necessitamos, para que aqueles que não estejam mais aqui e aqueles que ainda estão sendo feitos sejam mais que uma semente que dá bons frutos: que deem frutos coloridos, de vida e verdadeiros. Agradeço a vida que me deu mais do que eu mereço e preciso.”

No final da premiação e em uma entrevista exclusiva para a Notimex, Sol Ceh Moo foi questionada sobre o que significa receber tal distinção dentro de um país reprodutor de racismo no cotidiano, à qual ela respondeu:

“Bem, morar no México em uma situação de opressão social, onde as mulheres todo dia devem lutar para se manterem vivas e mesmo assim gerar literatura em um gênero difícil de compreender e aceitar, para mim é realmente uma satisfação inconclusa, mas é um processo e me leva a decidir ainda mais a pôr os pés na terra, ser simples e sensível: simplesmente ser a Sol, o que significa ser uma mulher comprometida, exemplar e a mulher de portas abertas … é assim que eu vivo!”

Com informações de Aristegui Noticias e Notimex

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