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O real e a fantasia dos salves ao salve-se quem puder [Por Marcus Stoyanovith]

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O cheiro de pólvora dos traques, bombinhas e o foguetório visto nos céus, ensurdecendo os brincantes alvoraçados, reuniram imagens do velho São João.

Uma súbita impressão que invadiu e ocupou o pensamento dominante do medo, por alguns segundos.

É que a pirotecnia do momento nada tinha a ver com o espírito junino e sim com um rito no intenso tráfico de drogas.

Eram soldados de facções, festejando mais uma chacina com degolas de rivais.

O rito do foguetório ocorre quando um território é ocupado ou tomado de um inimigo (tomar casas de inocentes, não soma para o ritual), libertação de um chefão ou graduado que passe a “visão” aos comandados, ou mesmo quando há uma chacina, entre outras motivações.

Salve. É assim que os traficantes de ambas as facções batizaram o ritual.

É comum se ouvir fogos de artifícios disparados, geralmente, de bairros periféricos dominados sob a lei do tráfico. O volume em alto decibéis e a demora da pirotecnia mostram a importância do fato.

Vinganças bem sucedidas ou demonstração de força para os rivais, cidadãos e cidadãs comuns, e até para os Governos, são motivações mais fervorosas nos salves da realidade urbana atual, onde o medo já não permite fantasias como as da outra quadrilha.

Na real estamos como nunca estivemos no “salve-se quem puder”.

Nesse contexto desse dia-a-dia de salves, as impressões se separam e o que eram sonhos de uma noite de São João agora são realidade de noites indormidas, óbvio, que se excluam dessa realidade governantes e parlamentares.

* O autor é jornalista e roteirista de cinema 

 

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