José Maria Mendes: caçador de livros desde os 15 anos

Livreiro entrou em uma livraria para varrer chão e, desde então, se apaixonou pelos livros .

São poucas as livrarias de rua que ainda sobrevivem somente da venda de livros.

Em Manaus, persiste a Livraria Nacional (rua 24 de Maio, Centro), com 45 anos de funcionamento ininterrupto, e mais de 60 mil títulos de todas as áreas do conhecimento em suas estantes.

O dono do negócio, o livreiro e pedagogo José Maria Mendes, 69, explica esse feito com três palavras: “Sobrevivemos lutando diariamente”.

Uma luta que teve início, ainda na infância, quando ele foi contratado para cuidar da limpeza do salão de uma livraria livraria de Manaus, já extinta. “Me apaixonei pelos livros!”, salienta.

Mendes diz que a venda de livros também passou por mudanças radicais com a chegada da internet.

Formaram-se conglomerados de livrarias incorporadas e as de menor porte fecharam as portas ou agregaram outros segmentos, como o de papelaria e material escolar.

Ao mesmo tempo, o atendimento pela internet é mais conveniente tanto para quem vende quanto para quem compra.

Mendes reagiu a esse ambiente inóspito indo atrás dos clientes.

Colocou pontos de venda nas universidades e se especializou em caçar livros raros por encomenda.

Ele revelou que, no ano passado, esteve oito vezes em São Paulo à procura de livros para clientes especiais.

São pessoas que se tornaram clientes quando ainda faziam graduação e muitos deles agora são doutores.

Quanto ao desafio de achar livros raros, como aqueles indisponíveis na internet, Mendes não hesita: “Sou livreiro desde os 15 anos. Trabalho 17 horas por dia e faço isso com prazer. Não posso dizer que não conheço o caminho das pedras”.

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1 comentário
  1. José Maria Mendes Diz

    Obrigado amigo e jornalista Wilson Nogueira pela oportunidade de falar sobre a minha livraria Nacional e às estratégias que temos usado para mante-la viva. Abçs.

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