Mães refugiadas que fizeram o impossível para proteger os filhos

Elas cruzaram rios com seus filhos no colo sem saber nadar, caminharam por quilômetros sem saber aonde iam chegar, algumas abriram mão de suas vidas para priorizar a de seus filhos. Não importa de onde elas sejam, as mães refugiadas têm em comum uma força que nos impressiona e inspira. Apesar de terem fugido com medo e assustadas, elas encontraram dentro de si coragem para proteger seus filhos.

“Eu estava grávida e caminhei por três dias sem água ou comida. Espero conseguir alimentar meus filhos”. Foto: Rocco Nuri/ACNUR

Christine morava no Sudão do Sul e, mesmo grávida, precisou fugir depois que sua cidade sofreu ataques violentos. Por três dias, caminhou com seus dois filhos sem água ou comida. A pequena Anwech veio ao mundo dois dias depois de finalmente chegarem a Uganda. O marido de Christine desapareceu em meio ao conflito, e ela tem medo de que o pior tenha acontecido. Ela agora é a chefe de sua família e teme não conseguir alimentar seus filhos.

Opani, 28 anos, com sua filha Brenda, de menos de dois anos no colo. Foto: David Azia/ACNUR

Opani percorreu 96 km com sua filha Brenda no colo para fugir da violência no Sudão do Sul. Elas dormiram ao ar livre, sob o constante medo de serem atacadas, até encontrarem segurança em um campo de refugiados do ACNUR em Uganda.

Maysaa se emociona ao falar sobre seus filhos. Foto: Houssam Hariri/ACNUR

“Quando fico doente e não posso cuidar deles, fico muito desesperada. Eu gosto de dar a eles tudo o que precisam”, diz Maysaa, mãe síria de dois filhos com paralisia cerebral. Eles precisam de cuidados médicos e sociais especiais.

Refugiados com deficiência podem estar entre os mais marginalizados, e suas vulnerabilidades são frequentemente agravadas pelo deslocamento forçado. O isolamento e a percepção de que eles são um fardo podem comprometer sua dignidade, segurança e acesso à serviços.

Com o filho no colo, Jorina atravessou um pântano e cruzou o rio Naf em busca de segurança. Foto: Roger Arnold/ACNUR

Com o filho no colo, Jorina atravessou um pântano e cruzou o rio Naf em busca de segurança. Foto: Roger Arnold/ACNUR

Jorina fugiu da vila onde morava depois de testemunhar o assassinato de entes queridos e ouvir histórias de mulheres que foram brutalmente violentadas. Com muito medo, ela precisou fugir rapidamente para Bangladesh para se esconder. Sem documentos, Jorina teme não conseguir acesso à moradia, alimentação e atendimento médico. “Sei que o nosso presente e futuro são incertos, mas não posso permitir que meu filho passe pelas mesmas situações que sofri”.

“Deixei meu país para proteger minha família de ataques armados. Quero encontrar um lugar seguro para chamar de lar”. Foto: Viktor Pesenti/ACNUR

“Deixei meu país para proteger minha família de ataques armados. Quero encontrar um lugar seguro para chamar de lar”. Foto: Viktor Pesenti/ACNUR

Annabel deixou a Venezuela quando a comunidade onde vivia foi atacada por forças armadas. Ela e os filhos fugiram durante a noite levando apenas alguns pertences. Eles tiveram que escalar montanhas rochosas até chegar ao Brasil. Annabel estava grávida de três meses durante essa difícil jornada. Hoje, a família vive em uma comunidade indígena no Brasil, e Annabel sonha em ter a própria casa e colocar os filhos na escola.

Christine, Opani, Maysaa, Jorina e Annabel não tiveram escolha. Elas sonham com um futuro melhor e contam com a sua ajuda. Faça sua doação agora.

Neste Dia das Mães, você pode escolher ajudar mães refugiadas como elas.


Fonte: ONU Brasil

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