ONU e líderes religiosos unem-se no enfrentamento ao ódio e à Covid-19

Compartilhe:

As Nações Unidas juntaram líderes religiosos, nesta terça-feira (12/05) para debater com eles o enfrentamento dos desafios da covid-19.

Com os membros do islamismo, cristianismo e judaísmo estiveram ainda o alto representante da Aliança das Civilizações, Miguel Ángel Moratinos, e o assessor especial do secretário-geral para a Prevenção do Genocídio, Adama Dien

Recuperação

O secretário-geral, António Guterres, apresentou quatro áreas prioritárias em que estes líderes podem atuar com soluções para combater a doença e ajudar na recuperação pós pandemia.

Para o chefe da ONU, diante de um mundo marcado por conflitos, os líderes devem desafiar ativamente as mensagens imprecisas e prejudiciais contribuindo ao seu apelo de cessar-fogo. Ele pediu ainda que seja promovida a não-violência e que se rejeitem atos como a xenofobia, o racismo e todas as expressões de intolerância.

Guterres lembrou que a violência a mulheres e meninas tem aumentado de forma alarmante, ao instar aos líderes religiosos a condenar categoricamente tais atos e “apoiem os princípios comuns de parceria, igualdade, respeito e compaixão”.

Em terceiro lugar, Guterres mencionou o combate às informações enganosas e erradas. O pedido aos líderes religiosos é que impulsionem suas redes e capacidades de comunicação em favor dos governos na promoção de medidas de saúde pública.

Cerimônias religiosas

O secretário-geral destacou as recomendações da Organização Mundial da Saúde que vão desde o distanciamento físico à boa higiene, ao pedir garantias de “que ações religiosas, incluindo adoração, cerimônias e práticas funerárias, cumpram essas medidas”.

Por último, o chefe da ONU lembrou que a maioria de estudantes do mundo está fora das escolas ou universidades. Ele apelou ao apoio à continuação da educação e que líderes religiosos atuem junto aos provedores destes serviços em “busca de soluções para que o aprendizado nunca pare”.

Na reunião, o presidente da Assembleia Geral, Tijjani Muhammad Bande pediu mais ações contra o incitamento ao ódio e em favor da defesa das necessidades de populações mais frágeis.

Marginalizados

O representante destacou que os níveis de pobreza poderão aumentar para até 500 milhões de pessoas, na maior subida das últimas décadas. Entre os mais afetados estão mulheres, crianças, pessoas com deficiência, idosos, marginalizados e deslocados.

Para Muhammad Bande é preciso transformar a crise em oportunidade e reconstruir melhor.

Fonte: ONU News

 

Compartilhe:

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.