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Yaguarê Yamã, o escritor que conta histórias das culturas indígenas

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Aos 45 anos, o escritor, professor e desenhista Yaguarê Yamã Arapanãguá está com 27 livros circulando no Brasil, ao menos a metade com temas para o público infanto-juvenil; os demais são de contos, romances, dicionários e gramáticas.

O escritor pertence à etnia Maraguá, hoje em torno de 1200 pessoas aldeadas em terras amazonenses. É casado com Lia Minapoty, também escritora. O casal tem seis filhos.

Ele escreve a partir da sua aldeia, localizada no baixo rio Caiauezinho, no lago do Cuiaué, na bacia do rio Madeira, no município de Nova Olinda do Norte (AM).

No Caiauezinho moram ao menos 180 pessoas. Não há estimativa de quantos maraguás moram nas cidades.

Yaguarê é graduado em Geografia pela Universidade de Santo Amaro (Unisa) e especialista em Língua Indígena pela Universidade do Estado do São Paulo (USP).

Sua atividade de escritor e desenhista está vinculada ao movimento de literatura indígena que almeja pôr fim ao preconceito e estereótipos das populações urbanas para com os índios.

“Entendo que precisamos mostrar as culturas indígenas aos brasileiros das cidades para que compreendam a diversidade interétnica e cultural que elas abrigam”, explicou.

Para Yaguarê, o ódio, o preconceito e a intolerância contra os povos indígenas decorrem, principalmente, da “ignorância da maioria dos brasileiros a respeito de quem somos, como somos e como vivemos”.

Além de escritor, Yaguarê também é um exímio contador de histórias. É daqueles que mexem com a plateia, porque a sua contação envolve performance corporal e interação com o público.

Tudo é herança, segundo ele, dos contadores de mitos, alegorias e sonhos do seu povo. Essas narrativas contêm o jeito de viver, compreender o mundo dos maraguás e se relacionar com outras gentes, outras culturas, inclusive com os brancos.

“Aprendi isso tudo com o meu pai, que era um grande contador de histórias”, disse.

Assim, o escritor ocupa o seu tempo escrevendo, lecionando Geografia e Sociologia em Nova Olinda do Norte, divulgando seus livros, fazendo palestras e contando histórias Brasil afora.

Essas atividades fazem parte de um propósito: o de tornar as culturas indígenas conhecidas no meio urbano e assimiladas pelos gestores públicos como necessárias para o reconhecimento interétnico do País.

Por isso, ele tem se empenhado no ensinamento da língua interétnica Nheengatu (língua bonita), que até o meado fim do século 19 amplamente falada no Amazonas.

Ele estima que em torno de 60% da comunicação oral no interior da Amazônia incluem palavras do Nheengatu ou derivadas a partir dessa língua. “Mas ninguém sabe disso”, observa o escritor.

“O Brasil precisa avançar no reconhecimento das culturas indígenas”, reafirma.

Os maraguás, por exemplo, ainda lutam para ter os seus territórios reconhecidos.

No Amazonas, Yaguarê tem um dos seus livros – Maraguápéyára – publicados pela Editora Valer.


Lista encontrada na Estante Virtual (sem a inclusão de títulos similares).

Puratig o Remo Sagrado
Morõgetá Witã: oito contos mágicos
Urutópiag – a Religião dos Pajés e dos Espíritos da Selva
As Pegadas do Kurupyra
Falando Tupi
Sehaypori – o Livro Sagrado do Povo Satere-mawe
Wirapurus e Muirakitãs – Histórias Mágicas dos Amuletos Amazônicos
Formigueiro de Myrakawera
Origem do beija-flor, A – Guanãby Muru-gáwa
Murugawa: Mitos Contos e Fabulas do Povo Maraguá
Kurumi Guaré no Coração da Amazônia
O Caçador de Histórias
Contos da Floresta
A Origem do Beija – Flor
Japii e Jakãmi uma história de amizade
Pequenas Guerreiras
Meu pai Agwã: Lembranças da Casa de Conselho
Um Curumim uma Canoa

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