Livro Contra o Ódio, de Carolin Emcke, entrelaça reflexões e relatos jornalísticos

O professor Maurício Liesen, tradutor do livro Contra o Ódio (Editora Âyiné), da jornalista e filósofa alemã Carolin Emcke, recomendou a obra como fundamental para estudantes, profissionais, professores e pesquisadores da área da comunicação.

“Considero este livro fundamental para nossa área, não apenas pela sua temática, mas também pelo estilo da autora – que entrelaça com grande propriedade reflexões filosóficas, dados empíricos e relatos jornalísticos (ela foi correspondente de guerra de importantes jornais alemães)”, disse o professor a um grupo da área na internet.

Liesen é professor colaborador e pós-doutorando (PNPD) do PPGCOM-UFPR.

É doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (2014), mestre em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2010).

Entre 2014 e 2017, atuou como pesquisador e professor visitante no curso de graduação e mestrado em Ciências Europeias dos Media da Universidade de Potsdam (Alemanha).

A tradução para a Editora Âyiné foi realizada com apoio do Goethe-Institut.

Autora

Carolin Emcke nasceu em 1967 em Mülheim no Ruhr e cresceu em Hamburgo.

Estudou Filosofia em Londres, Harvard e Frankfurt do Meno. De 1998 a 2006, ela trabalhou como jornalista para a revista Der Spiegel.

Ela é publicitária em Berlim desde 2007.

Seu livro Gegen den Hass (Contra o ódio) foi publicado no outono europeu de 2016.

Pela obra, ela recebeu de 25 000 euros da Associação do Comércio Livreiro Alemão, cuja entrega ocorreu na Feira do Livro de Frankfurt de 2016.

Texto da contracapa

Racismo, fanatismo, sentimento antidemocrático… em um espaço público cada vez mais polarizado, impõe-se um pensamento que só permite duvidar das opiniões dos outros, nunca das próprias. Carolin Emcke – uma das intelectuais europeias mais interessantes de sua geração – opõe a essa homologação a riqueza de uma sociedade aberta a diferentes vozes: uma democracia se realiza plenamente apenas com a vontade de defender o pluralismo e a coragem de se opor ao ódio.

Com esses anticorpos, podemos derrotar os fanáticos religiosos e nacionalistas, que fabricam consenso, mas têm medo da diversidade e do conhecimento, as armas mais poderosas que possuímos.

Emcke enfrenta o desafio que os dogmas identitários e narrativas populistas nos colocam, expondo a maneira como eles simplificam e distorcem a nossa percepção do mundo.

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