ONU e Cruz Vermelha pedem união por vacina popular contra Covid-19

As Nações Unidas e o Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho pedem união para aumentar os esforços para desenvolver, testar e escalar a produção de diagnósticos, terapias, remédios e vacinas seguros, eficazes, de qualidade e acessíveis.

Em nota divulgada nesta quarta-feira (3), as organizações pedem união: “Especificamente, pedimos aos governos, ao setor privado, a organizações internacionais e a sociedade civil para se unir rumo a uma vacina popular”.

Lembrando que a COVID-19 é uma doença global afetando pessoas em todo o mundo mas com um impacto desproporcionalmente maior em indivíduos e grupos vulneráveis, as entidades pedem que “enquanto a corrida para identificar as ferramentas mais efetivas para combater o vírus continua em ritmo acelerado, o espírito da solidariedade global deve prevalecer: ninguém deve ser deixado para trás”.

“Uma vacina popular deveria proteger os abastados nas cidades e os pobres nas comunidades rurais, os idosos em asilos e os jovens nos campos de refugiados”, afirma o comunicado. “Um contrato social global para uma vacina popular contra a COVID-19 é um imperativo moral que reúne todos nós em nossa humanidade compartilhada”.

ONU e Cruz Vermelha pedem que a união e o comprometimento para uma vacina popular contra a COVID-19 sejam acompanhados de igual colaboração global, além de resolver a imunização sustentada contra doenças evitáveis.

O comunicado informa que um dos resultados da pandemia da COVID-19 é que a rotina dos serviços de imunização infantil tem sido severamente atingida em pelo menos 68 países; campanhas contra sarampo foram suspensas em 27 países e campanhas contra pólio estão em compasso de espera em 38 países. “Como resultado, pelo menos 80 milhões de crianças estão sob o risco de doenças como sarampo, difteria e poliomielite”.

As Nações Unidas e a Cruz Vermelha pedem que os parceiros nacionais e internacionais continuem a priorizar a entrega de vacinas como um componente crucial para evitar a mortalidade, especialmente nos países de baixa renda e em situações humanitárias.

“Enquanto o mundo investe no desenvolvimento de novas tecnologias contra a COVID-19 e em manter o provisionamento dos serviços de imunização em todo o mundo, alertamos que intervenções biomédicas serão parcialmente efetivas sem o engajamento das pessoas e a propriedade da resposta à pandemia. Aprendemos com as duras consequências de não priorizar comunidades nas fases iniciais de epidemias prévias, como de ebola na República Democrática do Congo, e não devemos repetir o mesmo erro”, afirmam as organizações.

A nota conclui: “Pedimos que os atores governamentais e não governamentais priorizem investimentos nas comunidades para garantir que todas as pessoas, sem distinção, tenham o conhecimento relevante, os recursos e as ferramentas para se proteger da COVID-19. Até que uma vacina popular se torne disponível, qualquer esperança de reduzir o impacto desta pandemia estará primariamente no conhecimento e comportamento das pessoas e as habilidades de resistis aos impactos diretos e secundários da COVID-19”.

Para maiores informações:
Tommaso Della Longa, Cruz Vermelha, +41 79 708 43 67, tommaso.dellalonga@ifrc.org
Matthew Cochrane, Cruz Vermelha, +41 79 251 80 39, matthew.cochrane@ifrc.org
Ewan Watson, Cruz Vermelha, , +41 79 244 64 70, ewatson@icrc.org
Zoe Paxton, Escritório das Nações Unidas para Assuntos Humanitários, + 1 917 297 1542, zoe.paxton@un.org
Jens Laerke, Escritório das Nações Unidas para Assuntos Humanitários, +41 79 472 9750, laerke@un.org

ONU Brasil | 03/06/2020 às 15:15 | Etiquetas: COVID-19 e o novo coronavírus | URL: https://nacoesunidas.org/?p=181268

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