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Relatório da FAO sobre polinizadores destaca Brasil e Portugal

Países precisam, com urgência, garantir os habitas de abelhas, borboletas e mariposas, responsáveis por 88 por cento das plantas silvestres em todo o mundo

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O meio ambiente no Brasil e em Portugal são destaque num novo relatório da ONU sobre a importância de florestas e árvores para promoção da polinização por abelhas, borboletas e outros animais.

No estudo, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO, diz que é preciso interromper com urgência a degradação do habitat destas espécies e proteger a biodiversidade.

Brasil

Dos polinizadores, as abelhas são as mais conhecidas com mais de 20 mil espécies. O grupo de polinizadores inclui moscas, borboletas e mariposas que polinizam 88% das plantas silvestres em todo o mundo.

Mais de 70% das culturas alimentares globais se beneficiam desse processo.

O relatório apresenta resultados de dezenas de estudos, incluindo uma pesquisa revelando uma conexão positiva entre a diversidade de abelhas e a cobertura florestal no setor do café brasileiro.

O forte impacto dos polinizadores se estende a produtos extraídos da floresta, exceto madeira.

Estes incluem a Castanha-do-Pará, que pode ser afetada pela degradação florestal e a colheita insustentável.

Produtos de importância econômica como látex, açaí e frutas de palma da Amazônia Ocidental estão em risco.

Na Floresta do Araripe, a capacidade reprodutiva de polinizadores de espécies arbóreas pode ser afetada com a retirada de látex e das cascas de plantas como a jannaguba e o barbatio (Stryphnodendron rotundifolium).

Portugal

Em relação a Portugal, o relatório destaca o valor do uso da terra em estado natural em matagais ribeirinhos, matas ciliares e florestas para apoiar a polinização. Os danos aos polinizadores são maiores quando a terra é usada para fins florestais ou agrícolas.

O estudo recomenda o uso de margens dos rios para apoiar os polinizadores e melhorar a variedade da paisagem em áreas ribeirinhas aumentando a diversidade e a conectividade dos recursos da flora e fauna.

O relatório que foi produzido em colaboração com a entidade de pesquisa Bioversity International, pretende chamar a atenção para o papel e os benefícios dos polinizadores que dependem da floresta.

Para a FAO, estes recursos são essenciais por abrigar abelhas selvagens, morcegos, borboletas e outros polinizadores que protegem os ecossistemas, a biodiversidade,e a produção agrícola e a segurança alimentar.

Incêndio na floresta Amazônia no Brasil (2019). Foto: 17.ª Brigada de Infantaria de Selva/Rondônia

Qualidade

O transporte do pólen de uma planta para outra, por abelhas e outros insectos, não apenas possibilita a produção de frutas, nozes e sementes, mas promove maior variedade e qualidade, contribuindo para a nutrição e segurança alimentar.

As mudanças no uso da terra e as práticas de gestão deste recurso podem modificar, dividir ou degradar habitats dos polinizadores.

O relatório constata ainda que os polinizadores selvagens fornecem importantes serviços às plantas que não podem ser substituídos por abelhas manejadas.

Os prejuízos que podem ser causados aos polinizadores incluem a diminuição da população. As mudanças climáticas podem afectar àqueles que têm porte maior, como revela um estudo de morcegos que alerta sobre uma possível redução de 28% no Brasil, que poderia ter grande impacto em plantas polinizadas por eles.

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