Cidadão não, profissional formado, melhor que você…. Será?! [ Por Diego Rafael Cunha Cavalcante*]

Educação, substantivo feminino, ação ou efeito de educar, ou seja, tem como escopo garantir a formação e o desenvolvimento intelectual, físico e moral do sujeito, ou seja, formação de hábitos e comportamentos que impactam diretamente a sociedade como um todo. Sendo assim, a educação irá moldar o pensamento crítico e desenvolvimento humanístico do cidadão.

A educação é uma árdua tarefa que perpassa primeiramente no seio da família e, posteriormente, é complementada pelo meio social (escolas, por exemplo), num processo cíclico de retroalimentação desde o nascimento até o fim de nossas vidas. Invariavelmente, educação significa mudanças, na forma de pensar e agir.

Somos sabedores que a mudança dói, que causa desconforto e por vezes chega a ser sufocante, porém, é extremamente necessária para a nossa evolução profissional e pessoal.

Nesta, cito um trecho de um poema de David Lawrence, que diz: “Eu nunca vi um animal selvagem ter pena de si mesmo, um pássaro cairá morto de um galho sem jamais ter sentido pena de si mesmo.”

Por vezes, estacionamos na redoma da zona de conforto, numa infeliz tentativa de se manter num aconchego perene de segurança proporcionado pelo comodismo, semelhante ao que o ilusionista faz com sua plateia.

Na fábula da Águia, de tempos em tempos, irrevogavelmente, a Águia necessita se renovar. Com o passar do tempo, suas penas desgastadas não conseguem lhe render um voo pleno, seu bico e garras já não possuem a mesma força de outrora… e diante desta realidade, a Águia busca se refugiar no alto de uma montanha para passar por um longo e doloroso período de transformação…. ela então começa a arrancar suas penas, uma a uma, e por fim arranca seu bico e garras para que possam crescer novamente e se renovar e viver por mais alguns anos.

Assim é a nossa vida…. cheia de percalços, dúvidas, angústias e dificuldades. Por vezes somos impelidos a renovação, a sair de nossa zona de conforto.

E assim convido-os a olharem com minúcia os vossos passados, a refletirem o quantos vocês mudaram e evoluíram ao longo de suas vidas (pessoal e profissional) e quão desconfortável foi mudar de opinião e de adaptar os nossos comportamentos para o bem comum, coletividade.

Reflitam sobre as dores e sobre os prazeres vividos. Pensem nos sabores e dissabores sentidos. Rememorem os fracassos e sucessos pelos quais passaram e observem todo o trajeto percorrido para que não percam de vista o caminho ainda a trilhar.

Mas, assim como um animal selvagem, jamais tenham pena de si mesmos…. se joguem na vida, experimentem, errem e se renovem de tempos em tempos, mas jamais tenham pena de si mesmos, tenham consciência das suas vidas, de vossas escolhas e que tudo é consequência de uma ação, e como tal devemos aceitar e arcar com as consequências de nossas ações… assim como o animal selvagem o faz.

A mudança, o educar, se dá dentro e para um coletivo. Educação é muito mais além de uma simples formação curricular ou diplomas adquiridos. Desta forma, a educação pode ser definida como um processo de socialização dos indivíduos.

Uma formação superior não lhe faz ser melhor que ninguém e a falta de estudos curriculares não lhe coloca numa posição inferior ao outro, educação é liberdade e respeito com o outro e consigo mesmo. Cidadão sim!!!


*O autor é psicólogo especialista em gestão de pessoas e coordenador do curso de psicologia do Centro Universitário Fametro/Manaus

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