Filme de amazonenses conquista 5 Kikitos no Festival de Cinema de Gramado

Por Guilherme Oliveira

1O curta-metragem O Barco e o Rio, de Bernardo Abinader e Valentina Ricardo, venceu cinco Kikitos  do 48º Festival de Cinema de Gramado – um dos mais importantes eventos de cinema do país.

As conquistas são de: Melhor Filme, Melhor Direção (Bernardo Ale Abinader), Melhor Direção de Arte (Francisco Ricardo), Melhor Direção de Fotografia (Valentina Ricardo) e o Prêmio do Júri Popular.

Os criadores do filme são  egressos do curso tecnológico em Produção Audiovisual da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

Repercussões da premiação no facebbok:

“Parabéns galera!! Que orgulho. Que venha a versão em longa-metragem” (Gustavo Soranz, fb).

“Bravo, é uma vitória pra todos nós, nós que estamos na área de audiovisual no norte. Que caminhos se abram cada vez!!

“Uma boa notícia num momento em que estamos em incertezas da vida e indiferenças humanas. Parabéns gente 😍 @festivaldegramado” (Kátia Brasil, fb)

“Que boa noticia, por mais cinenas do amazonas pelo mundo” ( Zuedi Souza, fb).

Foi incrível👏👏🏆👏🏆cinema do Norte💕” (Elisângela Dantas, fb).  

[…]

História 

O curta conta a história das irmãs Josi e Vera, que apesar de viverem em mundos completamente diferentes, precisam conviver juntas para cuidarem de um barco que foi herança de família e fica na zona portuária de Manaus.

Enquanto Vera é religiosa e trabalhadora, Josi gosta de beber na balsa amarela e viver sua sexualidade de forma mais livre.

De acordo com o diretor e roteirista, Bernardo Abinader, o objetivo do curta foi abordar assuntos como identidade, sexualidade, gênero, relações familiares e, também, como esses temas são influenciados pelas dificuldades financeiras.

A ideia surgiu numa atividade realizada em sala de aula, quando eram alunos da UEA, mas sempre houve o desejo de explorar o ambiente do porto e a riqueza estética do Rio Negro.

“Espero que o nosso curta faça as pessoas terem acesso a outros olhares acerca da nossa região, e que isso diminua a tendência de se criar estereótipos sobre o Amazonas. Acredito que esse é um dos papeis principais da cultura, mostrar que existem várias histórias e não uma só, sobre uma determinada região, cultura e comunidade”, disse Bernardo.

A Diretora de Fotografia do curta, Valentina Ricardo, comenta sobre a importância do cinema do Norte alcançar outras telas e públicos, situação que é possível a partir da visibilidade que os festivais proporcionam.

“No Amazonas temos uma categoria de trabalhadores do audiovisual muito apaixonada e engajada, e é importante que a gente possa contar nossas histórias, que o cinema tenha outros sotaques e outras cores”, enfatizou Valentina.

“Ultimamente estamos acompanhando um processo de desmonte da cultura e da arte no Brasil. É um apagamento também da nossa história, das nossas subjetividades, da multiplicidade. Precisamos pensar na arte também como uma necessidade básica do ser humano, que nos nutre além do mundo material. Neste momento, fazer arte é resistir”, concluiu Valentina.

Como nasceu

As primeiras conversas sobre O Barco e o Rio surgiram na UEA, em 2018. Na época, Valentina e Bernardo já haviam realizado outros trabalhos e curtas universitários (Os Monstros, Amém e A Goteira) e constituído em parceria com a atriz Ana Oliveira, a Fita Crepe, empresa de cinema e artes cênicas.

Em 2019, com o apoio do Edital Prêmio Manaus de Audiovisual foi possível produzir e filmar o projeto.

O curta será exibido nesta quinta-feira, às 19h, no Canal Brasil e ficará disponível por 24h no streaming da emissora (Canal Brasil Play).


Fonte: UEA/ASCOM/amazonamazonia

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