A importância da pesquisa na formação profissional [Por Suelania Figueiredo*]

No Brasil, algumas instituições ainda negligenciam o incentivo à Iniciação Científica e Extensão no âmbito dos cursos de graduação. Tal constatação não  ocorre na Faculdade Santa Teresa (FST) que, ao inserir na graduação a  Iniciação Científica, cumpre com o Artigo 207 da CF/88 e mantém o tripé, Ensino,  Pesquisa e Extensão indissociável.

Além disso, o incentivo à pesquisa por meio  da prática de Iniciação Científica e práticas de Extensão Universitária, contribui  para uma formação acadêmica de excelência.

A Iniciação Científica promove uma imersão em situações que não são  abordadas, de forma satisfatória, na prática do ensino tão somente.

Neste  processo de imersão, é possível desenvolver no graduando habilidades e  competências importantes para a solução de problemas. E é este tipo de profissionais, que o mercado de trabalho demanda.

Autores como Pedro Demo (2011) e Severino (2007) definem  Pesquisa como atividade de caráter teórico-prático, com o objetivo de  solucionar problemas, estando expressa aqui a sua importância, tanto na  formação profissional como para a sociedade.

A Pesquisa permite a construção e reconstrução do conhecimento e possibilita a abertura de trincheiras no ramo da Ciência. Com a utilização do  método científico a pesquisa é realizada, por meio do processo racional de forma  organizada, com base na lógica, investigação planejada, reflexões, análises e  sínteses.

O Ensino, articulado com a pesquisa e a extensão, enriquece-se e  amadurece nesse processo, colocando no mercado profissionais com senso  crítico e analítico. Os Profissionais com estas habilidades e competências geram soluções para melhoria de qualidade de vida de todos os segmentos da  sociedade. Demo (2010) apresenta o termo ‘questionamento reconstrutivo’ para a pesquisa, que coloca o graduando frente ao desafio de questionar a realidade  e reconstruí-la.

As instituições, ao incentivarem a articulação do ensino, pesquisa e  extensão, não só contribuem para a formação de profissionais que a sociedade  valoriza, bem como professores mais preparados. O professor universitário, ao  integrar suas práxis de ensino à pesquisa e à extensão, mantém-se atualizado e  conectado com as transformações mais recentes que o conhecimento científico  provoca. Mas, como implementar a prática da pesquisa na graduação  articulando com o ensino? A FST promove a articulação do ensino com a  iniciação científica e extensão com:

– A Criação do PAPEEX- PROGRAMA DE ARTICULAÇÃO PESQUISA,  ENSINO, EXTENSÃO;

-O cumprimento das novas diretrizes da Extensão – Resolução N. 7/2018 – A inclusão da temática de RESPONSABILIDADE SOCIAL;

– A criação de um programa de iniciação científica.

A FST, buscando a melhoria do processo de ensino e aprendizagem, institucionalizou o PAPEEX, cujo objetivo é promover práticas articuladas que  relacionem TEORIA e REALIDADE, nas três dimensões (ensino, pesquisa e  extensão). O PAPEEX promove ainda, com suas ações, a interação e a troca de  saberes entre a IES e os demais setores da sociedade.

A RESPONSABILIDADE SOCIAL é incluída nas ações de articulação,  contemplando os eixos Educação Ambiental, Ético-racial, Direitos Humanos e  Educação Indígena. Assim, possibilita o aprimoramento do processo educativo  multidisciplinar por meio do envolvimento de estudantes e professores das  diversas áreas do conhecimento.

O projeto de produção acadêmica consiste no incentivo às publicações  com seus pares (docentes e discentes) no formato de e-books (com DOI e ISBN);  esse projeto é fruto de uma parceria com a editora Poisson, inserindo os  discentes no ambiente de divulgação de conhecimentos.

Dessa forma a FST, consegue formar profissionais capazes de ampliar  conhecimentos, construir e reconstruir novos saberes. Saberes que lhes possibilitem autonomia profissional com visão crítica, e não somente uma  formação reprodutora do que foi aprendido. Desse modo, o profissional adquire habilidades e competências em suas respectivas áreas de atuação. Esses  profissionais passam a contribuir com o que sustenta empresas em qualquer  segmento que busca inovação tecnológica, a Pesquisa e Desenvolvimento – P  & D.

As instituições não podem mais negligenciar a inserção de pesquisa por  meio da articulação do ensino com a iniciação científica e extensão. É possível  encontrar a versão original deste artigo, com análise de ações que articulam  Ensino, Pesquisa e Extensão no livro “A Gestão da Produção em Foco” – Vol 35,  organização Editora Poisson.


*A autora é mestre em Desenvolvimento Regional, Doutora em Ciências da Educação e coordenadora de Pesquisa e Extensão da Faculdade Santa Teresa

 

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