Professores da Ufam relatam como é trabalhar com o G-Suite

Professoras contam como é trabalhar com a ferramenta todos os dias e como ela tem facilitado a atividade docente.

Duas professoras expõem sua experiência para mostrar que qualquer pessoa pode entrar no mundo do ensino com a tecnologia.

Iniciativa da Pró-reitoria de Ensino de Graduação (Proeg), em parceria com a Pró-reitoria de Gestão de Pessoas, o curso que ensina docentes a utilizar o G-Suíte foi desenvolvido para ser ofertado de agosto a dezembro de 2020, considerando as vantagens que a plataforma agrega ao ensino.

“A pandemia trouxe à tona reflexões como a que o uso das tecnologias estará cada vez mais presente no processo de aprendizagem do aluno, e mais do que uma revolução no ensino, está sendo a responsável por uma transformação no relacionamento entre professores e alunos nas IFES [Instituições Federais de Ensino Superior] do país. Logo, percebemos a necessidade de formação para os professores da Ufam para o uso das tecnologias para ajudá-los no retorno das aulas presenciais, possibilitando a estes adaptar as aulas presenciais para as aulas virtuais. O curso Ferramentas G-Suíte é uma ferramenta inovadora, dará ao professor uma experiência exitosa, preparando-os para o ensino e a aprendizagem com os alunos com o uso das tecnologias”, declara a diretora do Departamento de Apoio ao Ensino, da Proeg, Raimunda Monteiro Sabóia.

Desde então, três turmas já concluíram o curso, totalizando 439 capacitados até o fim do ano, o que tem sido fundamental neste momento, já que possibilitou a aplicação do Ensino Remoto Emergencial (ERE).

Com isso, inúmeras disciplinas foram ofertadas em toda a Ufam, com mais de 42.445 estudantes matriculados.

Com quase 20 anos de atuação em sala de aula, a professora Irlane Maia aceitou o desafio de aprender a utilizar o G-Suíte, plataforma do Google para a educação, e seu esforço não foi em vão.

“O curso foi realmente útil principalmente por prover a minha necessidade de conhecer para aprender a usar as ferramentas e potencializar o meu reinventar pessoal-profissional”, comenta.

A professora, que se considerava encantada em relação às novas tecnologias, mas limitada do ponto de vista didático, soube do curso oferecido pelo Departamento de Apoio ao Ensino da Pró-reitoria de Ensino de Graduação e decidiu que seria interessante conhecer o G-Suíte.

“O curso foi excelente, e posso afirmar, a metodologia atendeu a perspectiva diante da minha necessidade imediata de conhecer as ferramentas e aprender como explorá-las, principalmente para o desenvolvimento do ensino remoto”, diz a professora.

Com o novo aprendizado, a docente pôde se candidatar ao Ensino Remoto Emergencial e pôr em prática os conhecimentos adquiridos sobre o G-Suíte.

“A experiência está sendo de aprendizado e de perspectivas que tenham atitudes inovadoras no processo de aprendizagem, pois vislumbro novos cenários diante das necessidades que foram impostas por uma pandemia, com isso, inovar e reinventar são palavras de ordem neste momento”, pontua.

A plataforma disponibiliza uma série de ferramentas uteis para a atividade docente. O domínio de cada uma delas é razão de satisfação para a professora Irlane.

“A criação dos elementos que compõem o G-Suíte: turma, sala de aula, documentos, o uso do drive, da agenda etc. Vale destacar, esses elementos, ou seja, as ferramentas potencializam o planejamento interdisciplinar, por considerar o G-Suite uma excelente estratégia a ser implementada nas atividades remotas, ou semipresencial”, revela.

Outro ponto favorável ao uso do G-Suite é que ele pode auxiliar o professor mesmo nas aulas presenciais, tornando-se um aliado valioso do ensino.

“Acredito que o processo de aprendizagem neste século sem o uso das ferramentas poderá declarar a nossa alienação paradigmática, ensejadas na racionalidade puramente técnica ou na racionalidade puramente prática. Por isso, as instituições de ensino superior deverão investir em políticas internas de capacitação dos professores formadores no uso das ferramentas, garantindo assim um pleno desenvolvimento de habilidades e competências das tecnologias digitais de informação e comunicação”, completa.

Trabalhando no Instituto de Natureza e Cultura (INC), em Benjamin Constant, a professora do curso de Pedagogia Jarliane da Silva Ferreira também fez o curso do G-Suite, não somente para aprimorar seu trabalho, mas também para ministrar disciplinas durante o ERE.

“Já utilizava as redes sociais: grupos de WhatsApp para melhor interação com minhas turmas mesmo com aulas presenciais. Já utilizava Google Meet para reuniões do Colegiado, E-mail”, conta a docente.

“O curso foi muito relevante, pois, a partir da pandemia, tivemos que criar e recriar outras formas de ensinar e aprender. Outro ponto forte no curso foi referente à dedicação, à paciência e ao conhecimento da professora mediadora do curso”, expôs.

De acordo com a professora, o G-Suite ajuda a acabar com o estigma do ensino remoto e pode ser utilizado também no ensino presencial. Jarliane destaca, contudo, a baixa qualidade da internet no interior do Estado, o que dificulta o trabalho neste momento.

“Vou continuar a fazer uso, o ensino fica mais interessante, diversificado, houve um aluno que confessou que nunca havia aproveitado e aprendido tanto como nesse momento. Os tabus a respeito do ensino remoto e não presencial devem ser quebrados, porém o olhar para nossa conectividade deve ser prioridade. As desigualdades digitais são imensas, necessitamos de mudança e pautar essa problemática e resolvê-la urgentemente”, diz.


Fonte: Ufam/Ascom

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