Professores da FCA/Ufam aprovam pesquisas na modalidade Produtividade/CNPq

Compartilhe:

Os professores Maciel José Ferreira e Gabriela Tomás Jerônimo, ambos da Faculdade de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Amazonas (FCA/Ufam), conquistaram bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) na modalidade Produtividade em Pesquisa.

Eles submeteram projetos em conformidade com o edital 09/2020 da instituição.

Dentre os objetivos da chamada, estão:

Valorizar pesquisadores que possuam produção científica, tecnológica e de inovação de destaque em suas respectivas áreas do conhecimento;

Incentivar o aumento da produção científica, tecnológica e de inovação de qualidade;

Selecionar projetos de pesquisa que sejam propostos considerando o rigor e o método científico;

E outros conceitos fundamentais para a produção do conhecimento científico.

Elevado nível

Para a vice-diretora da Faculdade de FCA, professora Maria Teresa Gomes Lopes, consultora da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), “a concessão de bolsa do CNPq para os dois projetos mostra o elevado nível dos pesquisadores”.

Maria Teresa também bolsista de Produtividade em Pesquisa no CNPq e avalia projetos de pesquisa há doze anos.

Ela acredita que é um reconhecimento que o órgão de fomento atribui ao pesquisador pela qualidade de sua produção.

[…] é importante ver que o seu corpo (da Ufam) de professores está se destacando, se tornando cada vez mais produtivo”, afirmou a avaliadora.

A docente informa que os projetos de pesquisa submetidos para concorrer à bolsa são da área específica de atuação de cada proponente.

“A bolsa é um estímulo para o professor pesquisador querer avançar nas investigações, porque quando entrar no sistema como bolsista, ele se sentirá mais motivado em querer melhorar a qualidade de sua produção”, acrescentou a vice-diretora.

Ela acredita na qualidade do corpo docente da Ufam, no que foi confirmado em resultado do edital do CNPq, no entanto, pensa que poderia aumentar o número de bolsas, estendendo a outros professores e, consequentemente, a outras áreas de conhecimento.

“Mas isso depende de políticas de aumento de bolsa e, por sermos do Norte do Brasil, deveríamos ser olhados com um pouco mais de carinho pelos órgãos de fomento, pois temos sim muitas diferenças regionais que são entraves para o desenvolvimento em muitas áreas de nossa região. Professores que desenvolvem projetos de pesquisa em nível regional se destacam ultrapassando fronteiras, muitos até em nível internacional. Esses professores precisam também desse reconhecimento”, enfatizou a professora.

Teresa Lopes ressaltou sobre a capacidade do corpo docente da Universidade de desenvolver qualquer pesquisa de ponta. E, mesmo em situações diversas, a docente acredita na versatilidade do professor que mesmo não tendo equipamento de última geração em um dado momento, ele tem grande habilidade de fazer parcerias tanto em nível nacional como internacional.

A pesquisa tem evoluído”, disse a professora que destaca “o apoio imensurável da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propesp) na figura da professora Selma Baçal, que tem feito um trabalho excelente junto a Pós-Graduação que na atual gestão, os programas estão fazendo seu dever de casa. Acredito que iremos colher bons frutos na próxima avaliação dos Programas de Pós-Graduação na Capes.

Maria Teresa Gomes Lopes

Consultora da Capes

Projeto 1: Manejo Sustentável de Florestas

O projeto “Integrando Conhecimento Científico ao Manejo Sustentável de Florestas Tropicais Secundárias”, de Marciel José Ferreira é um dos bolsistas selecionados na modalidade Produtividade em Pesquisa do CNPq.

De acordo com o professor bolsista, o projeto terá duração de 3 anos cujo objetivo é estabelecer estratégias silviculturais para o manejo sustentável de florestas tropicais secundárias em estágio avançado de regeneração.

Segundo ele, o projeto prevê a produção de conhecimento científico a partir de pesquisas de iniciação científica, mestrado e doutorado que possam subsidiar estratégias mais sustentáveis de manejo de florestas secundárias.

Para ele, as florestas secundárias (popularmente conhecidas como capoeiras) constituem uma tipologia florestal bastante representativa dentre as classes de uso do solo em áreas desflorestadas na Amazônia Legal.

Além dos serviços ecossistêmicos prestados por essas florestas em regeneração (por exemplo, captura de carbono e ciclagem de nutrientes), há também a expectativa de produzir bens madeireiros e não madeireiros mantendo os serviços já promovidos pelas florestas.

 

“Fomentar a produção florestal sustentável pode também contribuir para a proteção dessas florestas, uma vez que não possuem legislação específica no estado do Amazonas e, por isso, são mais propensas às ações de desflorestamento”, finalizou o professor bolsista.

 Prieto 2: Bioaculmulação

Outro projeto de importância agraciado com a bolsa do CNPq, na modalidade Produtividade em pesquisa, é o “Bioaculmulação de metais tóxicos e elementos traço em cultivos de tambaqui (Colossoma macropomum Cuvier 1818), no estado do Amazonas”, de Gabriela Tomás Jerônimo.

O objetivo do projeto é investigar a concentração de metais tóxicos e elementos traço em cultivos de tambaquis em diferentes sistemas de abastecimento e ainda comparar com peixes coletados do ambiente natural.

Com duração de 3 anos, a professora bolsista  disse que “o projeto consiste na inexistência de informações sobre uma possível contaminação em ambientes de cultivo do tambaqui e, consequentemente, a bioacumulação de elementos tóxicos dos peixes cultivados e destinados para o consumo humano, uma vez que será executado no maior centro consumidor desta espécie de peixe.”

Por conta disso, os principais benefícios da proposta são: divulgação dos resultados para sociedade e órgãos competentes, objetivando conscientização, da análise das concentrações de elementos tóxicos e outras substâncias em peixes cultivados no estado do Amazonas destinados para o consumo humano, visto a importância para saúde pública.

E, Por último, capacitar produtores no estado do Amazonas, acerca das informações geradas, com objetivo de conscientizá-los para tomada de decisões.

“Com isso, a proposta resultará em informações inéditas acerca da bioacumulação de metais e elementos traço em tambaquis destinados para consumo humano”, finalizou Gabriela Jerônimo.


Fonte: Ufam/Ascom

Compartilhe:

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.