Três alimentos da dinâmica das crises segundo Morin

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A globalização, a ocidentalização e o desenvolvimento são, assim, os três alimentos da mesma dinâmica que produz uma pluralidade de crises interdependentes, justapostas, entre elas a crise cognitiva, as crises políticas, as crises econômicas, as crises sociais que, por si sós, as crises da globalização, da ocidentalização, do desenvolvimento.

A gigantesca crise planetária é a crise da humanidade que não consegue o estado de humanidade.

Encontramo-nos no momento crucial de uma louca aventura, iniciada há oito mil anos, repleta de crueldade de grandiosidade, de apogeus e desastres, de servidões e emancipações, que hoje envolve sete bilhões de seres humanos.

E como não sentir que, nessa crise e por meio dela, recrudesce a fantástica luta entre as forças de morte e as forças de vida?

Ambas não somente se entrecombatem, como também se entrealimentam, as decomposições mortais permitem os renascimentos ou as metamorfoses, mas também asfixiam os renascimentos e as metamorfoses possíveis: “Viver de morte, morrer de vida”, a formulação de Heráclito expressa em ambiência de crise planetária.

Edgar Morin, em a via para o futuro da humanidade (Bertrand Brasil, 2013)

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