UFPA promove encontro sobre formação das identidades femininas

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Está aberto, até o dia 21 de abril, o período de submissão de trabalhos ao I Encontro de Educação Popular Feminista da Amazônia.

Com o tema “A urgência de uma prática educativa popular feminista, antipatriarcal, antirracista, anticapitalista e anticapacitista”, a ideia do encontro é realizar um debate sobre vivências e conhecimentos na formação das identidades femininas.

O evento ocorrerá de forma on-line, de 17 a 19 de agosto. Para se inscrever e submeter trabalhos, acesse o link. Haverá certificação.

O intuito do evento é promover e identificar a prática de educação popular feminista, especialmente neste contexto que avança o conservadorismo, o machismo e o aumento da violência com as diversas identidades femininas.

A programação contará com diversos momentos de produção, debates e vivências, por meio de oficinas, círculos de saberes e mesas de conversação. As atividades pretendem também fortalecer o debate entre universidades, rede pública de ensino e movimentos/coletivos populares da América Latina.

“O encontro busca produzir conhecimento científico em diálogo com diversos saberes populares que estão atravessados por afetos e sentimentos, promovendo espaços de diálogos entre diversas vivências, dores e conhecimentos presentes na formação humana e nas identidades femininas. Além de experienciar metodologias freireanas do diálogo, reinventa a tríade: curiosidade, criticidade e criatividade, orientada pela educação popular feminista, antirracista, anticolonial e anticapacitista”, explica a professora Adriane Lima, coordenadora do evento.

Os trabalhos que serão apresentados no evento devem buscar provocar o pensamento sobre novas formas de se relacionar com esses múltiplos saberes e afeto que atravessam a todos e todas, sem hierarquizá-los ou classificá-los pelo seu grau de importância, mas para compreendê-los na sua complexidade.

A programação do evento está dividida em 10 áreas temáticas:

  1. Educação popular, feminismo comunitário e ecofeminismo;
  2. Educação popular, feminismo negro, colonialismo, interseccionalidade;
  3. Educação popular, mulheres, religiosidade, saberes ancestrais;
  4. Educação popular, gênero, sexualidade, LGBTQI+;
  5. Educação popular, mulheres, violência, encarceramento;
  6. Educação popular, feminismo, lesbianidade, novas masculinidades;
  7. Educação popular, Paulo Freire, autoras feministas;
  8. Educação Popular, feminismo, cursinhos populares e cultura popular;
  9. Educação popular, feminismos, inclusão de mulheres com deficiência e
  10. Educação Popular, Feminismos, escolarização.

“As temáticas expõem que temos um sistema educacional estruturado política e cientificamente pelo machismo e patriarcado, que coloca as mulheres e as diversas identidades femininas num lugar de invisibilidade e, também, de violência, que chega a tirar a vida das mulheres. Uma educação patriarcal que define e determina o lugar das mulheres como inferiores aos homens em diversas dimensões da vida, principalmente, no que tange à produção do conhecimento. Por essa razão, discutir uma educação feminista se faz urgente”, afirma a professora Adriane Lima.

Inscrição e Submissão

Os trabalhos, podcasts ou vídeos inscritos no evento devem estar relacionados a um dos eixos temáticos. Para saber as normas para submissão em comunicação oral, podcasts, vídeos e orientações para apresentação, acesse o site do evento.

As submissões devem ser realizadas até o dia 21 de abril. Já as inscrições para ouvinte podem ser feitas de forma gratuita, até o dia 17 de agosto, por meio do questionário on-line.

“O encontro abre inscrições não somente para trabalhos de pesquisas científicas, mas para relatos de experiências, narrativas autobiográficas, podcasts e vídeos. A ideia é que todos possam submeter seus saberes e afetos. E nessa combinação, entendemos e avançamos na justiça social e na visibilidade das lutas feministas e no fortalecimento no processo de humanização”, garante a professora.

A programação é voltada para estudantes de universidades, graduação e pós-graduação, ativistas, militantes, educadores populares e para a sociedade civil como um todo.

O evento terá certificação de 30 horas. No encontro, haverá uma assembleia girassol para decidir a próxima edição do evento.

A iniciativa é uma organização da Rede de pesquisa em pedagogias decoloniais da Amazônia, do Grupo de estudo e pesquisa em juventude GEPJUV, do Grupo de ação feminista antipatrarcal, do Conselho de Educação Popular da América Latina e Caribe -GAFA-CEAAL e do Grupo de Estudo e Grupo de Pesquisa em Educação, Gênero, Feminismos e Interseccionalidade (Gepegefi), do Instituto de Ciências da Educação (ICED/UFPA).

Serviço:

I Encontro de Educação Popular Feminista da Amazônia

Submissão de trabalhos até 21 de abril

Inscrição para ouvinte até 17 de agosto

Link para inscrição e submissão.

Mais informações no site do Evento.

Fonte: UFPA/Ascom

Texto: Maiza Santos

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