ONU abriga Fórum Indígena com foco em paz, justiça e instituições fortes

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As Nações Unidas acolhem nesta segunda-feira a 20ª sessão do Fórum Permanente sobre Assuntos Indígenas da ONU, que vai desta segunda-feira até o dia 30 deste mês, de modo virtual.

A cerimônia de abertura será introduzida pelo líder da Nação Onondaga, dos Estados Unidos, Tadodaho Sid Hill.

Este ano, o tema é “Paz, justiça e instituições fortes: o papel dos povos indígenas na implementação do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 16”.

Muitos indígenas vivendo na Amazônia têm enorme dificuldade para acessar os serviços de saúde fora de suas aldeias. Foto: Pnud Peru/Mónica Suárez Galindo.

O secretário-geral, António Guterres, e o presidente da Assembleia Geral, Volkan Bozkir, discursam na abertura assim como o secretário-geral assistente de Desenvolvimento Econômico, Elliott Harris.

Como todos os anos, os participantes analisam o avanço de temas como direitos humanos, mudança climática, representatividade e governança para os povos indígenas com bases em relatórios.

Língua indígenas 

Desta vez, será analisada também a questão da pandemia e os efeitos para comunidades indígenas pelo mundo. Povos que vivem em países em desenvolvimento sofrem com o ritmo lento da vacinação.

Apenas uma em cada 500 pessoas foi imunizada em nações de rendas baixa e média até agora, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, OMS.

E em 27 de abril, o evento realizará uma discussão sobre a Década Internacional das Línguas Indígenas, marcada para 2022 a 2032.

De acordo com a Unesco, das cerca de 7 mil línguas faladas no mundo, atualmente, 40% estão sob risco de desaparecer. E a maioria delas é indígena.

Hoje, existem 370 milhões de indígenas em todo o globo com 5 mil culturas diferentes em 90 países e territórios.

O Fórum quer é ajudar na formulação de políticas e tomada de decisões que afetem os povos indígenas e promovam a implementação da Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos povos indígenas.

Escola no Cambodja, onde os alunos podem estudar sua língua indígena Kreung, enquanto aprendem a língua nacional Khmer. Foto: Unicef/Antoine Raab

Tema

O Conselho Econômico e Social da ONU, Ecosoc, observou, nas discussões do ano passado, que a exclusão e marginalização dos povos indígenas por meio de relocação forçada, expropriação de terras, políticas de assimilação e a criminalização dos defensores dos direitos indígenas devem terminar e ser substituídas pelo diálogo e respeito às instituições e sistemas indígenas. Somente assim, a paz poderá ser alcançada.

Para o Ecosoc, disputas por reivindicações de terras são a causa de uma grande proporção de questões de direitos para a maioria dos povos indígenas.

Na Tailândia, por exemplo, mais de 90% dos indígenas enfrentaram desafios para afirmar e reivindicar seus direitos à terra. Como em outros países, algumas novas leis projetadas para tratar de questões ambientais e de conservação foram a fonte de problemas.

Este ano, devido à pandemia de Covid-19, o encontro tem um formato misto, com a maioria dos eventos acontecendo de forma virtual.


Fonte: ONU News

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