ONU abre Fórum sobre Florestas realçando urgência de proteção e conservação

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O Fórum das Nações Unidas sobre Florestas foi aberto, nesta segunda-feira, com o lançamento do primeiro relatório Metas Globais de Florestas 2021: Uma Visão Geral do Progresso.

Nesta 16ª sessão, o presidente da Assembleia Geral, Volkan Bokzir, disse que a proteção e o manejo florestal são as medidas mais claras e fáceis para regular os padrões de precipitação e ajudar a mitigar os impactos das mudanças climáticas.

Extinção

Mais de 2 bilhões de toneladas de dióxido de carbono são anualmente absorvidas pelas matas, que purificam o ar e a água, fornecem alimentos, remédios e abrigam a biodiversidade. Mas a velocidade de extinção de espécies é de cerca de 100 a 1000 vezes maiores do que a taxa de referência, destacou Bozkir.

O novo estudo ressalta os efeitos da pandemia num setor que ajuda a superar crises. Há mais de 2,7 bilhões de trabalhadores na área, ou 81% da força de trabalho mundial, sofrendo efeitos de contrações econômicas, interrupções no comércio e restrições.

A primeira avaliação sobre o estágio global da implementação do Plano Estratégico das Nações Unidas para Florestas 2030 inclui um panorama das ações já tomadas no setor florestal.

A conselheira do secretário-geral sobre o clima, a brasileira Paloma Costa, falou à ONU News sobre o papel vital da conservação da Amazônia para a humanidade e das lições aprendidas com o cacique Raoni, um dos expoentes mais relevantes desse tema no Brasil.

“A gente aprender, por exemplo, com lideranças como Raoni, como é que é resistir? Como é que é manter a floresta em pé e mostrar que a floresta em pé é muito mais valiosa do que qualquer monocultura ou pecuária que venha invadir o nosso mundo. Eu acho que a ideia de reflorestar a consciência vem justamente daí: do fato de que se a gente está consciente o suficiente, a gente por exemplo que vem de uma região como a América Latina, a gente vai sim se unir e lutar por uma floresta em pé. Por que a autonomia sempre foi e sempre será

Foto: EBC/Banco de Imagens do Ibama

Desafios globais

Durante os últimos anos, ocorreram progressos em áreas-chave, como o aumento da área florestal global por meio da restauração. Mas paira ainda a ameaça de um agravamento do estado do ambiente natural.

As crises atuais “sem precedentes”, além do impacto da pandemia do novo coronavírus, incluem efeitos crescentes das mudanças climáticas e a perda da biodiversidade. O relatório realça que as pessoas que dependem das florestas são vítimas e uma parte importante da solução de cada um desses desafios globais.

Em relação à Covid-19 estima-se que a queda do Produto Interno Bruto mundial, em cerca de 4,3% em 2020, dará lugar à contração mais acentuada da produção global desde a Grande Depressão.

Deflorestação obriga muitos animais a abandonar seu habitat. Foto: Unsplash/Roya Ann Miller

Pobreza extrema

A pandemia se destaca como um fenômeno global e uma emergência de desenvolvimento de consequências arrasadoras para os mais desfavorecidos quando cerca de 1,6 bilhão de pessoas dependem de florestas para subsistência, emprego e renda. O número equivale a um quarto da população global.

Das pessoas que enfrentam pobreza extrema nas áreas rurais, 40% vivem em regiões de floresta e savana.
Aproximadamente um quinto da população tem nas florestas a fonte de alimentos e renda. Entre eles estão mulheres, crianças, agricultores sem terra e outros segmentos vulneráveis da sociedade.

Pessoas e comunidades

Tendo em conta que há vários seculos as florestas fornecem redes de segurança socioeconômica para as pessoas e comunidades em tempos de crise, as Nações Unidas reiteram uma gestão sustentável em favor do desenvolvimento.

A organização realça os benefícios econômicos, sociais, ambientais e culturais para as gerações presentes e futuras com um manejo florestal sustentável e a contribuição para Agenda 2030 para a Sustentabilidade Desenvolvimento.

A ONU incentiva ainda o reforço de áreas como cooperação, coordenação, coerência, sinergias e compromisso político e ação em todos os níveis em favor das florestas.


Fonte: ONU News

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