Seduc e escolas particulares se reúnem para tratar do novo Ensino Médio

Compartilhe:

Gestores de escolas que fazem parte do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Privado do Estado do Amazonas (Sinepe-AM) participaram na tarde desta quarta-feira (28) de uma reunião com a Secretaria de Estado de Educação e Qualidade de Ensino do Amazonas (Seduc-AM) para conhecer o modelo de implantação do Novo Ensino Médio que será adotado na rede pública. A ideia é que os dois sistemas de ensino estejam alinhados com a nova organização curricular que deverá contemplar a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), aumento na carga horária e a oferta de diferentes itinerários formativos, com foco em áreas de conhecimento e na formação técnica e profissional.

O diretor de Legislação e Normas do Sinepe-AM, Paulo Sérgio Ribeiro, explica que tanto as escolas da rede pública quanto as privadas têm até dezembro de 2021 para se adaptar e implementar a reforma do Novo Ensino Médio, conforme alteração na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).

“Nosso objetivo é traçar uma forma para que essa transição para o novo modelo aconteça de maneira que o aluno não sinta dificuldade de adaptação, principalmente caso seja transferido de uma escola para outra”, observa Ribeiro.

Ele ressaltou ainda que o referencial curricular amazonense segue em aprovação. O documento visa ajudar a elaboração dos currículos da rede estadual e das escolas particulares do estado. Ele contempla aprendizagens essenciais a serem desenvolvidas no decorrer da etapa do novo Ensino Médio.

“Lembrando que ele não é currículo mas é um documento que deve nortear as escolas de acordo com a sua realidade, demandas e expectativas, por exemplo, uma instituição do centro de cidade trabalha com públicos e objetivos diferentes de uma da zona leste da cidade”, disse o diretor de Legislação e Normas do Sinepe-AM.

Durante o início da apresentação, a coordenadora de etapa para o Ensino Médio da Seduc-AM, Lúcia Regina Andrade, citou que em 2022 a ideia é trabalhar na formação com os professores para que a reforma seja implantada de forma gradual sem causar impactos na rotina escolar.

Na avaliação da coordenadora estadual do Conselho Nacional de Secretários da Educação (Consed), Karol Benfica, o novo modelo ajudará a desenvolver competências fundamentais nos alunos desta etapa de ensino, principalmente a disciplina e autonomia da aprendizagem. A ideia é equiparar o peso das áreas estudadas, como já ocorre no Ensino Fundamental, e garantir mais chances de emprego para quem conclui o Ensino Médio.

E a preocupação não é apenas local. Segundo Ribeiro, foi criada uma frente de trabalho nacional para que não haja regulamentação de currículos com grandes discrepâncias para que alunos não sejam prejudicados caso tenham que mudar de município ou estado.

A presidente do Sinepe-AM, Elaine Saldanha, ressalta que a intenção é privilegiar cada vez mais a aprendizagem do aluno. “Nesta manhã tivemos uma reunião com as universidades estadual e federal para tratar dos impactos das mudanças nos vestibulares e, principalmente, discutir também a formação dos futuros profissionais das licenciaturas”, informou.

Compartilhe:

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.