Marcelo Queiroga diz, na OMS, que tenta combater Covid-19 e criar empregos

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) realizou nesta sexta-feira (30/4) um briefing a jornalistas de todo o mundo sobre a situação da pandemia no Brasil e em outros países da América Latina.

Presidido pelo diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, o encontro tenta levar informação direta, toda a semana, sobre o combate à pandemia no mundo e a cooperação com as Nações Unidas. A reunião é aberta a perguntas de jornalistas de todo o globo.

Segunda dose

O ministro da Saúde no Brasil, Marcelo Queiroga, começou explicando o que sua pasta tem feito para combater a pandemia, que já matou mais de 400 mil pessoas, em pouco mais de um ano, desde que o vírus foi detectado no país.

Agências de notícias informam que cerca de 31 milhões de brasileiros já receberam a primeira dose da vacina, mas muitos estados relatam não ter material para a segunda fase da imunização.

O governo recebeu 1 milhão de doses da vacina Pfizer na quinta-feira. Segundo ele, o país está cooperando com a China para comprar insumos e encomendou um lote da vacina Johnson e Johnson.

SUS
Queiroga afirma que o Ministério da Saúde está seguindo as ordens do presidente Jair Bolsonaro e, também, atua com o Ministério das Relações Exteriores.

Ele realçou que o Sistema Único de Saúde (SUS) está totalmente empenhado em combater a doença e em fornecer cilindros de oxigênio a quem precisa.

O ministro brasileiro defendeu a quebra de patentes das indústrias farmacêuticas para que países em desenvolvimento possam produzir vacinas genéricas.

E disse esperar receber mais doses da vacina do mecanismo Covax, que é gerido pela OMS e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef.

Ao comentar a situação dos indígenas no país, Marcelo Queiroga disse que a população está sendo protegida e que os grupos indígenas são uma prioridade na vacinação. Segundo ele, mais de 75% já foram vacinados a partir de 18 anos.

O ministro, que é cardiologista, disse que a pandemia da Covid-19 mostrou que é preciso reforçar o sistema de saúde pública e preparar os cuidados primários para emergências. Ele aumentar o combate às doenças crônicas.

Estados

A representante da OMS no Brasil, Socorro Gross, afirmou que a agência tem cooperado com o governo e com o SUS na resposta à pandemia, num trabalho que começou antes mesmo de o primeiro caso de Covid-19 ter sido detectado no país inclusive em comunicação na crise e informação a público porque muito material educativo não estava em língua portuguesa.

A agência da ONU é parte importante no fornecimento de equipamentos de segurança para os trabalhadores da saúde.

Socorro Gross falou do apoio à saúde em vários estados que pediram ajuda da OMS e disse que existem muitos desafios nesse momento no Brasil.

Situação perigosa

Ela afirmou que o Brasil pode sempre contar com a OMS e que é preciso trabalhar juntos para superar a pandemia.

Após a apresentação do ministro Queiroga e da chefe da OMS no Brasil, participaram outros representantes da agência nas Américas, que mencionaram a crítica situação de outros países da região assim com novos surtos incluindo Colômbia, Guiana, Uruguai e outras nações.

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) diz que a situação da pandemia é perigosa para os países da América Latina e do Caribe.


Fonte: ONUS News

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