“O jazz pra mim, antes de mais nada, é uma atitude”, explica Ivan Lins

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As Nações Unidas marcam o Dia Internacional do Jazz com um concerto de grandes nomes do gênero, nesta sexta-feira.

O evento é apresentado pelo Mensageiro da Paz da organização e ator de Hollywood, Michael Douglas.

Do Brasil, estiveram no palco os músicos Romero Lubambo e o cantor e compositor Ivan Lins.

Interatividade

A ONU News entrevistou Ivan Lins na quarta-feira sobre a participação no evento. E começou perguntando o que é o jazz pra ele.

“Olha, o jazz pra mim, antes de mais nada, é uma atitude.  É uma atitude diante da música. Representa liberdade total. O jazz, realmente, quando ele é exercido na sua plenitude, ele não tem barreira nenhuma. O músico de jazz, quem se adentra à letra do jazz, ele tem uma liberdade de usar todo o seu talento, suas ferramentas musicais e colocar tudo ali dentro. Então, é inventividade, é criatividade.  Então é liberdade com criatividade, com inventividade. Pra mim, o jazz representa isso.”

O Dia Internacional do Jazz completa 10 anos em 2021, após ser instituído pela Assembleia Geral com o objetivo de sensibilizar o público sobre as virtudes do jazz como ferramenta educacional e força de empatia, diálogo e cooperação reforçada entre as pessoas.

Sinatra e Ella

Autor de mais de 500 títulos gravados, Ivan Lins se define como “melodista” com influências da música americana como Frank Sinatra e Nat King Cole, mas também dos Beatles, no Reino Unido, e Dorival Caymmi, no Brasil.

Ivan Lins é respeitado e admirado por músicos e produtores estrangeiros como Quincy Jones.

Em 1972, Ella Fitzgerald gravou Madalena, composta por ele dois anos antes. George Benson levou Dinorah, Dinorah ao mundo em 1981.

Formado em Engenharia Química, no Rio de Janeiro, ele trocou os cálculos pelo piano pelo resto da vida.

A ONU News quis saber como o compositor Ivan Lins se mantém informado e como ele consome música hoje em dia.

Personalidade

“Eu escuto tudo. Eu não só escuto tudo como me influencio por este tudo. Eu sou uma janela aberta, eu sou uma porta aberta pra tudo que a música pode oferecer, ou já ofereceu, ou oferece e ainda vai oferecer porque eu sou um criador, eu preciso criar, eu preciso ter material para criar minhas coisas.

Evidentemente que eu tenho aqui um filtro. Eu recebo aquela informação e eu filtro e conecto o que passa pelo filtro da minha personalidade. As coisas que eu imagino e penso, onde minha cabeça. Sabe, eu sou muito compromissado com a beleza.”

Segundo a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, o jazz é o único gênero musical que concentra atributos como quebrar barreiras, criar oportunidades para tolerância, ser veículo de liberdade de expressão e reduzir tensões entre pessoas, grupos e comunidades.

Para o secretário-geral da ONU, António Guterres, o jazz se alia à alegria, não apenas da música, mas também da liberdade, da diversidade e da dignidade humana.

Em todo o mundo, as celebrações envolvem governos, sociedade civil, instituições educacionais e privadas que promovem as hashtags #JazzDay e #JazzDay10.


Fonte: ONU News

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