Aluna indígena da UEA representa o Norte em evento do Museu do Amanhã

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Levar a luta dos povos indígenas a lugares de visibilidade e discussões é o que a técnica em Enfermagem e aluna do curso de Pedagogia da Escola Normal Superior da Universidade do Estado do Amazonas (ENS/UEA) Vanda Witoto, do povo Witoto, busca fazer.

A profissional da saúde desenvolve um papel fundamental no enfrentamento à covid-19 em comunidades indígenas e se destacou pelo trabalho desenvolvido na comunidade Parque das Tribos, no Amazonas.

Pela contribuição da técnica em Enfermagem com a garantia de saúde na comunidade, Vanda participa, nesta segunda-feira (17/05), da exposição “Coronaceno: Reflexões em Tempos de Pandemia” e palestra no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.

Na mostra, a estudante de Pedagogia está inclusa na categoria “Essenciais”. A temática traz imagens de vários profissionais que estiveram na linha de frente no combate ao vírus.

Entre os profissionais que fazem parte da exposição, Vanda será a única fisicamente presente no evento e que levará a fala da presença que tiveram no enfrentamento.

Na ocasião, pretende fazer uma abordagem geral de aspectos da cultura indígena e trazer a importância de ocuparem espaços de formação. Esses aspectos da cultura, quando se fala de saúde dos povos indígenas, referem-se a território, identidade, invisibilidade, negação de direitos etc.

Universidade na luta

Vanda quer abordar, ainda, a função da academia na promoção de conscientização, e destaca o papel da UEA.

“Quero levar um pouco da minha experiência na Universidade, porque é através da universidade que eu tenho percebido as nossas realidades e me colocado à frente dessas lutas. A UEA, para mim, tem um dever fundamental no processo de autonomia dos nossos povos. Foi a partir da minha entrada nela que eu tomei consciência da luta, do meu corpo político e de quanto é importante ocuparmos esses lugares”, salienta.

Grito de socorro

A profissional da saúde alerta que os povos indígenas estão, mais do que nunca, em risco. De acordo com a nativa do povo Witoto, a intenção é frisar as violências que os povos têm sofrido.

“Estamos construindo essas possibilidades através das nossas vozes, corpos e lutas. Esse momento é muito importante, especialmente para o meu povo Witoto. Estamos felizes em levar a voz do nosso povo para espaços que certamente ainda são muito negados para nós. Os museus ainda não contemplam os nossos corpos, então estar presente nesse lugar vai ser um momento muito importante. Estamos sobre ataques. Certamente esse lugar vai ouvir minha voz”, anuncia a técnica de enfermagem formada pela UEA.

A exposição iniciou no dia 4 de março e segue até o dia 30 de maio. Com curadoria assinada por Leonardo Menezes, a exposição está dividida nas categorias “Coronaceno: Reflexões em Tempos de Pandemia” e está dividido nas categorias “Essenciais”, “Do vírus à pandemia”, “Sociedades transformadas”, “Memorial aos que partiram”, “A ciência é protagonista” e “A cultura é o caminho”.

O objetivo da mostra é incentivar a reflexão acerca dos impactos do vírus no mundo e as perspectivas de mudanças no estilo de vida da humanidade.


Fonte: UEA/ Ascom

Texto: Guilherme Oliveira

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