Rio Negro reconquista espaços e muda paisagens de Manaus

As águas do rio Negro pressionam aterros e muros de concreto e reconquistam pequenos espaços da paisagem de Manaus. Pelos esgotos e galerias do centro antigo da cidade, as águas tufam e surgem sobre o asfalto. Os carros trafegam, literalmente, em águas do rio Negro, enquanto os barcos atracam na beirada das ruas. Há pouco mais de 125 anos, parte do centro estava entrecortada de igarapés, que foram aterrados para dar lugar a ruas, como é o caso da avenida Eduardo Ribeiro, construída sobre o curso do Igarapé do Espírito Santo. Vê-se, agora, a boca desse igarapé surgir na área do prédio da Alfândega e avançar através do seu curso natural. De espichada em espichada, as águas compõem cenários com a Igreja Matriz, com o Relógio Municipal, com lojas de varejos e com o vaivém de pessoas; inclusive com aquelas que estão ali só para apreciar o rio e se declarar testemunha ocular do resultado de um dos mais previsíveis da natureza. Fotos: Wilson Nogueira

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