Barreirinha quer retornar à rota nacional do turismo com quilombolas

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A subsecretária municipal de Cultura, Turismo e Meio Ambiente de Barreirinha (Semctram), Sandrelle Dabella, e a antropóloga Carly Anny Barros reuniram-se, na semana passada (26/5), em Manaus, com técnicas da Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur), para articular o retorno do município à rota nacional de turismo.

Barreirinha deixou de fazer parte, há  seis anos, do Polo Turístico Sateré-Maué, nos quais estão incluídos os municípios de Parintins, Maués e Boa Vista do Ramos, por não ter renovado o seu cadastro nas instituições  do setor do estado e do governo federal.

O município quer  retornar ao polo com a inclusão do Quilombo Rural do rio Andirá, composto cinco comunidades quilombolas. Sandrelle Dabela explicou que o município se organiza em busca de um recomeço no pós-pandemia para o setor.

Reunião

Da parte da Amazonastur, participaram Denise Lima, responsável da Diretoria de Desenvolvimento do Turismo; Giovanna Tapajós Maués, do Departamento do Registro e Sensibilização (DRS); Kethlenn Porto, Departamento de Programas e Capacitação; e Mara Neumann, do Departamento de Produtos e Projetos.

“Barreirinha está organizando o Sistema de Turismo por meio da Lei do Sistema, a Lei do Fundo e a criação do Conselho Municipal do Turismo. Queremos aproveitar esse momento para resolver a parte burocrática e de pesquisa e busca das potencialidades turísticas da região. No pós-pandemia, queremos iniciar algumas ações turísticas para a região que gere renda aos barreirinhenses, pois sabemos das dificuldades financeiras que a população enfrenta”, comenta.

A diretora Denise e sua equipe explicaram algumas necessidades para a organização do turismo em Barreirinha.

“Foi uma surpresa para nós receber a equipe de Barreirinha. Também é uma alegria porque nós vermos que nosso trabalho no turismo está dando certo. Agora que o município manifestou interesse, cabe a Amazonastur trabalhar e preparar o Município para colocá-lo na Rota do Turismo Nacional. E fazendo parte do mapa, uma das vantagens é poder cadastrar projetos no site do Ministério do Turismo para pleitear recursos”, afirma.

Na reunião, a antropóloga Carly Anny Barros, apresentou a cultura local como um dos atrativos, assim como o rio Andirá e as Comunidades Tradicionais.

“Nós temos a beleza peculiar do rio Andirá e nossos povos tradicionais. Somos um município intercultural, nossas comunidades podem desenvolver produtos turísticos, como o Turismo Rural nas comunidades ribeirinhas, em algumas comunidades Sateré-Maué e comunidades quilombolas. Podemos apresentar projetos para o turismo étnico e gerar valorização da cultura, resgate identitário, preservação do meio ambiente e ainda gerar renda para os munícipes”, explica.

A potencialidade turística com os povos tradicionais chamou a atenção da equipe da Amazonastur.

“Nós tivemos um conhecimento prévio das potencialidades da cultura do município que engloba as populações tradicionais: os ribeirinhos, os indígenas. Sabemos que tem a população quilombola que é o diferencial no município, visto que das nove comunidades quilombolas reconhecidas e existentes no Amazonas, cinco ficam em Barreirinha e é muito interessante porque temos possibilidade de criar vários produtos do turismo. Além de o município ter uma peculiaridade que é o regime das cheias e das secas dos rios. Esse regime das águas traz uma coisa boa, pois permite trabalhar produtos turísticos nas duas estações tanto na cheia e na seca, comenta.

Tratativas

A Semctram inicia uma série de providências para apresentar, entre elas, cursos de preparação e capacitação para serviços dos trabalhadores do turismo. Para isso, será feito levantamentos de cursos necessários, clientela e número de vagas de vagas a serem colocadas à disposição da comunidade local.

O seretário da Semctram, Eronildo Cabral, explica que a cooperação da Amazonastur com entidades de ensino profissionalizante se torna fator imprescindível para o melhoramento dos serviços prestados aos turistas.

“Estamos buscando as parcerias para formar os barreirinhenses a curto e longo prazo. O ofício que encaminharemos na semana que vem a Amazonastur contará com algumas opções de curso, oficinas e até o curso técnico-profissionalizante de Guia de Turismo, com a duração de dois anos. Queremos que a população seja capacitada para tratar o turista com serviços de qualidade na área de hotelaria, gastronomia, piloteiros, entre outros. Nós queremos a geração de renda com o turismo para a cidade e interior de Barreirinha”, afirma.

A equipe da Amazonastur espera o controle da Pandemia do Covid-19 para fazer uma visita técnica na região de Barreirinha, uma vez que o município possui muitos atrativos, como as cheias e secas dos rios, que permite trabalhar produtos turísticos nas duas estações do ano, potencial para pesca esportiva (pesque e solte), turismo de natureza no sentido amplo, assim como o turismo cultural.

 

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