Otoni Mesquita diz que Manaus sempre foi pensada “para os amigos”

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O professor e escritor Otoni Mesquita disse nesse sábado(26/6), por ocasião do lançamento da segunda do seu livro La Belle Vitrine: Manaus em dois tempos (1890/1900), que a Manaus de hoje possui uma maioria de outras Manaus – “que são muitas! – dolorosas. “Ela nos maltrata”, acentuou.

Existe, entretanto, uma outra Manaus embelezada, encaixotada e preservada para aquelas pessoas que não podem sair do ar-condicionado e desabam já no shopping ou em outro lugar, todo articulado para não ter contato com este mundo.

“Não querem saber deste mundo. São educadas assim. Não é culpa delas. Elas querem se preservar, não querem sentir dor. E essa sociedade, em grande parte alienada – mas há pessoas que estão lá e não são alienadas, então, pra mim, isso é mau-caratismo. Elas trabalham nesse sentido: elas soterram os outros aspectos, priorizando somente um aspecto, só escolho esses amigos, aqueles não fazem parte, estão fora do meu mundo”, explica o professor.

Assim, segundo ele, está claro que a diversidade não habita o pensamento dessas pessoas. Ele se refere, especificamente, a esses administradores que pensam em algum espaço embelezado artificialmente, ainda que isso seja algo discutido desde a Província.

Passaram-se dois séculos e a questão do embelezamento natural da cidade, como a arborização e a preservação dos igarapés, ainda estão negligenciado.

Live

A live de lançamento de La Belle Vitrine contou com a participação, além da do autor, da coordenadora editorial da Valer, filósofa Neiza Teixeira, e do sociólogo Geraldo Valle, professor da Universidade  do Estado do Amazonas.

Outras questões importantes e necessárias sobre as várias épocas e aspectos da cidade foram debatidos.

Acesse a íntegra da live AQUI.

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