Bloco de Artes da Ufam agora se chama Maestro Nivaldo Santiago

Compartilhe:

A sede da Faculdade de Artes da Universidade Federal do Amazonas (Faartes/Ufam), o Bloco de Artes, agora se chama Professor Emérito Maestro Nivaldo Santiago.

O descerramento da placa com o nome do maestro amazonense ocorreu nesta tarde (14/7), em cerimônia com a presença do reitor Sylvio Puga, do diretor da Faartes, professor João Gustavo Kienen, da professora aposentada Maria do Socorro Santiago, viúva do homenageado e da professora Rosemara Staub, autora da propositura que resultou na homenagem.

Nivaldo Santiago faleceu em abril deste ano, aos 94 anos. A nova nomenclatura teve aprovação no Conselho de Administração (Consad/Ufam), no dia 9 do mês de julho.

Biografia do homenageado

Nascido no Amazonas, Nivaldo Santiago deu contribuição inestimável às artes em nosso estado e nossa universidade, tendo sido o responsável pela transformação do Conservatório de Música Joaquim Franco em unidade acadêmica da então Universidade do Amazonas (UA), em 1968, um marco de extrema importância na história da atual Faculdade de Artes.

O compositor e regente também é reconhecido por seu papel no desenvolvimento do canto coral no país: em 1956, fundou o Coral João Gomes Jr., em atividade até hoje; criou o Coral Universitário do Amazonas, na década de 1970; além de orquestras e coros em São Paulo e no Pará.

Neste momento de dor, a direção da Faartes e toda a sua comunidade universitária rendem homenagens ao legado do maestro Nivaldo Santiago e desejam conforto à família e aos amigos deste grande artista.

Trajetória

Nivaldo de Oliveira Santiago nasceu no dia 14 de julho de 1929. Foi professor de música, compositor e regente.

Graduou-se em piano pela Faculdade de Música Carlos Gomes, em São Paulo, estudou órgão em Bolonha, na Itália, onde teve a oportunidade de se apresentar com conjuntos vocais e instrumentais.

No Brasil, foi aluno de Angelo Camin, formador de uma geração de organistas, na cidade de São Paulo. Especializou-se em Musicologia, sob orientação do professor Macário Santiago Kastner, em Lisboa, Portugal, como bolsista da Fundação Calouste Gulbenkian. Frequentou cursos de composição, regência coral e orquestral com João Gomes Jr., Emerich Csamer, Fritz Iöede e Michel Corboz, no Brasil e no exterior.

Na Ufam, Nivaldo Santiago dirigiu o Setor de Artes, hoje Centro de Artes (Caua). Juntamente com sua esposa, Profa. Dra. Maria do Socorro de Farias Santiago, também foi o responsável pela criação do curso de licenciatura em Educação Artística, em 1980.

Em 2014, o Conselho Universitário concedeu ao maestro o título de professor emérito por sua trajetória na Música da região Norte.

Reitor

Em pronunciamento, o reitor Sylvio Puga lembrou que, 2014, participou da cerimônia que outorgou o título de professor emérito ao homenageado, especialmente por sua trajetória na música da região Norte.

“Foi no Teatro Amazonas, num evento à altura do que ele representa para nós. Ninguém quer a partida de alguém porque todos nós queremos as pessoas amigas que construíram a Universidade, mas existem desígnios que independem de nossa vontade. Quando da partida do maestro Nivaldo Santiago, imediatamente a professora Rosemara Staub comunicou a ideia de levar ao Conselho Diretor da Faculdade a justa homenagem que ali, representou do coletivo chamado Faartes”, disse o reitor.

O reitor reconheceu a importância da produção do proféssor emérito Nivaldo Santiago para a e além da Ufam, em dois reconhecimentos públicos: o primeiro, a partir da concessão do título de professor emérito, o segundo, na nomenclatura ao prédio da Faartes.

“O maestro que esteve voltado à produção artística e teve total reconhecimento público é um dos nomes que mais se destacaram, não se limitado a já importante área da cultura, mas na missão de formar pessoas que, por sua vez, preservam e disseminam o seu legado”, completou Sylvio Puga.

O diretor da Faartes, professor João Gustavo Kienen, disse na ocasião que “muitos antes de sonharem estar na Amazônia já conheciam antes mesmo as músicas do Norte através de Nivaldo Santiago”. “Foi ele quem as levou para todo o Brasil”.

Ele completou que foi também ele que transformou o movimento coral no País e o seu significado. Se hoje cantamos tanta música popular na música coral devido a Nivaldo Santiago. Nada mais justa a homenagem para um homem tão importante para a história de nossa Faculdade, assim como para o Brasil e America Latin”, completou KIenen.

A viúva do homenageado, professora aposentada Maria do Socorro Santiago disse que o maestro Nivaldo Santiago está de alguma maneira participando com a nesta solenidade.

“O nome dele nesta construção marca a sua caminhada, no seu processo de trabalho e sua arte. Nunca abandonou o ensino, sempre se dedicou, entendendo que era uma forma de promover conhecimento. Só tenho que agradecer a vocês para que o nome dele estivesse aqui não como símbolo de vaidade”, completou a professora.


Fonte: Ufam/Ascom

Compartilhe:

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.