Acordo com laboratório brasileiro amplia produção de testes rápidos de Covid-19

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A produção de testes rápidos de Covid-19 será ampliada de forma intensa na América Latina e na África, graças a investimentos feitos pela agência Unitaid, que pertence à Organização Mundial da Saúde, em parceria com a aliança global para diagnósticos, Find.

O anúncio foi feito esta quinta-feira, em Genebra, sendo que um laboratório brasileiro faz parte do acordo.

A Wama Diagnóstica, com sede na cidade de São Carlos, vai receber a tecnologia para a produção e ficará responsável por fornecer os testes de antígeno à América Latina e Caribe.

Brasil

Segundo a Unitaid, o laboratório começará por produzir 500 mil testes por mês, mas o volume mensal de testes para a região poderá chegar a 4 milhões por mês, com um preço máximo de US$ 2 por unidade.

Todos os 144 países da América Latina e Caribe serão beneficiados, sendo que o acordo prevê que o Brasil receba, no máximo, 50% do volume. Estes testes estarão disponíveis no começo de 2022.

O porta-voz da Unitaid declarou que “os países de renda alta fazem até 60 vezes mais testes de Covid-19” do que as nações menos desenvolvidas.

Parceria prevê também benefícios para a África. Foto: Minusma/Harandane Dicko

Conter o vírus

Herve Verhoosel explica que “ampliar a produção a nível regional é essencial para garantir que as nações de rendas baixa e média possam ter programas de testagem eficientes e assim, conter o vírus.”

Além da participação da brasileira Wama Diagnóstica, o acordo envolve também o Instituto Pasteur de Dakar, no Senegal, que deverá produzir, por mês, 2,5 milhões de testes rápidos de Covid-19 para o continente africano.

Recentemente, a Organização Mundial da Saúde divulgou novas diretrizes sobre estratégias para a testagem do vírus SARS-CoV-2, ressaltando a importância dos países fornecerem testes rápidos de alta qualidade.

Segundo a OMS, eles continuam sendo o primeiro diagnóstico de detecção do coronavírus, principalmente onde os testes moleculares não estão disponíveis.

Fonte: ONU News

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