PPGs e Valer favorecem novo olhar sobre a Amazônia, diz Renan Freitas Pinto

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 duas viagens ao Brasil 

 A árvoO professor aposentado da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) Ranan Freitas Pinto disse hoje, na live de lançamento do livro Amazônia: apontamentos de história oral, que os cursos de pós-graduação das universidades amazônicas e a Editora Valer têm contribuído para o desenvolvimento científico e cultural da Amazônia.

O livro lançado é resultado de pesquisas realizadas por metrandos, mestre, professores e colaboradores externos do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas da Universidade do Estado do Amazonas (PPGICH/UEA). Os organizadores da obra são os professores Renan Freiras Pinto, Lúcia Puga e Tatiana Pedrosa.

Da live, participaram Freitas Pinto, Lúcia Puga e a filósofa Neiza Teixeira, coordenadora editorial da Valer.

“A Valer tem tido um papel fundamental no mapeamento científico e cultural da Amazônia. Acho que é um papel ímpar que ela tem desempenhado, inclusive se destacando em nível nacional como editora, porque não é qualquer editora que faz o trabalho [que a valer faz]”, acentuou Freitas Pinto, para destacar a importância da editora na divulgação da produção das universidades e dos intelectuais da região.

Ele lembrou que, por ocasião do lançamento do centésimo livro editado pela Valer, no meado de 1990, o escritor e pensador amazônico Samuel Benchimol disse o seguinte: “[…]graças aos cursos de pós-graduação e ao trabalho da Editora Valer, nós estamos vendo a Amazônia com os nossos próprios olhos, e pensando a Amazônia com os nossos próprios instrumentos de investigação, porque antes nós víamos a Amazônia pelos olhos dos viajantes, dos missionários, dos naturalistas…[…]”

E esse modo “estrangeiro” de enxergar região formou uma visão distorcida da realidade amazônica, que é característica do olhar local pelo olho do colonizador. “Hoje nós estamos praticamente nos libertando disso, graças aos programas de pós-graduação que fornecem, anualmente, pesquisas, resultados de pesquisas e revelações que vão nos colocando em outra posição, que é a de nos olharmos com os nossos próprios olhos”, acentuou Freitas Pinto.

Para Freitas Pinto, os mil olhos de hoje – uma referência aos mais de mil títulos com temáticas amazônicas do portfólio da Valer –, com os seus inúmeros autores, favorecem “a ruptura com essa maneira anterior de nos vermos e inaugura essa forma nova”.

Editora

O editor da Valer, jornalista Isaac Maciel, disse que o foco da Valer desde os seus primeiros dias sempre foi colocar em debate os mais variados pontos de vista sobre a formação sociocultural da Amazônia.

Por isso, a editora se empenha para oferecer aos leitores, intelectuais e pesquisadores amazônicos tanto obras dos “pensadores de fora” quanto as dos que veem a região por outras perspectivas de interpretação da realidade.

“É a partir do cotejamento dessas ideias, pensadas em tempos e espaços distintos, que surgem novas ideias e novas interpretações”, disse o editor.

Para Isaac, o papel da Valer é, acima de tudo, o de criar meios para fomentar esse debate contemporâneo sobre a Amazônia,  que não pode ser realizado sem visitas e revisitas ao passado, se amplie para fora das universidades e ganhe o mundo.

Ele lembrou quq a Valer publicou livros importantes para a  compreensão da formação do Brasil desde a colônia, como é caso de Duas viagens ao Brasil, de Hans Staden, Viagens pelo rios Madeira e Amazonas, de Edward Daves Mathews, Viagem pelo rio Amazonas, de Gonçalves  Dias, ou Relación del nuevo descubrimiento del famoso río Grande que descubrió por muy gran ventura el capitán Francisco de Orellana, do Frei Gaspar de Carvajal (traduzido para o português e com publicação prevista ainda para este ano).

Ao mesmo tempo, já publicou dezenas de títulos resultados de pesquisas e ensaios criam novas possibilidades de interpretação da realidade amazônica, entre os quais A viagem das ideias, de Renan Freitas Pinto, Expressão amazonense, de Márcio Souza, Sertões de Bárbaros, de Auxiliomar Silva Ugarte, A invenção da Amazônia, de Neide Gondim, Amazônia: uma poética do imaginário, de João de Jesus Paes Loureiro, e Para aquém e para além de nós, de Neiza Teixeira.

Confira live na integra:

https://www.facebook.com/editoravaler/videos/408854643811130

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