Comissão Econômica para a Europa promove inclusão digital de idosos

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O Século 21 ficará conhecido como a era da digitalização crescente.

A cada dia, mais e mais serviços, passam às plataformas digitais e muitos consumidores que não dominam essas técnicas terminam sendo excluídos da esfera de rápidas inovações na internet.

A Comissão Econômica para a Europa da ONU (Unece) lembra que pessoas idosas estão menos conectadas se comparadas às jovens, que já nasceram na era da informática.
Com a pandemia, o tema se acentuou com muitos integrantes da terceira idade não tendo sequer como acessar serviços básicos ou agendar a própria vacina.

Outros serviços que passaram a plataformas de tecnologia são pagamento de aposentadoria e pensões, farmácia e entrega de comida durante o confinamento.

Por isso, o fosso digital entre as gerações preocupa a Unece, que lista uma série de prioridades para a inclusão de pessoas mais velhas.

Saúde digital

Com políticas e iniciativas, os idosos podem ser mais integrados. Eles precisam receber suporte para a educação digital e uma ajuda de técnicos que possam orientá-los a navegar no dia a dia.

Vários bancos e serviços do governo já migraram para a internet incluindo ofertas de saúde digital e comércio online.

Este ano, entrou em vigor no Canadá, um Código de Conduta que ajuda os bancos a atender as necessidades de idosos. Na Eslovênia, um banco móvel sai às ruas para prestar apoio presencial a clientes na terceira idade. Ali, os técnicos oferecem suporte aos idosos que usam o telefone celular para acessar transações bancárias.

Esses cuidados começam no layout das páginas que devem levar em conta as dificuldades dessa faixa etária. O objetivo é incentivar os idosos a criarem confiança ao navegar e fazer as operações online.

Com políticas e iniciativas, os idosos podem ser mais integrados. Foto: Eric Ganz

Inteligência artificial

Os conhecimentos de informática e de internet são fundamentais para promover a inclusão digital, sendo a Comissão da ONU para a Europa.

Apenas um em quatro europeus idosos têm conhecimentos básicos ou um pouco acima do básico, se comparado a dois em cada três pessoas entre 35 e 44 anos, três em quatro se estiverem entre 25 e 34 anos e quatro em cada cinco para os que estão entre 16 e 24 anos de idade.

Na Eslováquia, um novo projeto pretende testar e aumentar os conhecimentos dos idosos entre 2023 2026.

Além disso, essa geração representa um mercado que está crescendo em tecnologias digitais com dispositivos de assistência e cuidados dentro de casa, assim como aplicativos que monitoram a saúde dos pacientes nesta faixa etária.

Na Alemanha, especialistas estão preocupados com a dignidade e a proteção de dados de pessoas na terceira idade com o avanço da inteligência artificial, IA, e seus serviços.


Fonte: ONU News

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