Escritor sugere mais relações humanas às políticas educacionais

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O escritor e pesquisador José Augusto de Melo Neto disse hoje (31/8), na live de lançamento do seu livro Escritos na pandemia (Valer), que o país precisa adotar políticas públicas educacionais contextualizadas às mudanças sociais causadas pela pandemia do novo coronavírus.

E o foco dessas políticas, que devem atender a realidades distintas, deve ser as relações humanas.

Não podem ser, na sua avaliação, modelos, metodologias e tecnologias importados que têm pouco a ver com a realidade das sociedade amazônicas.

Atuando em projetos de tecnologias em educação, José Augustos afirmou que visitou vários estados e observou que muitos estavam de braços cruzados esperando a pandemia passar e tudo voltar ao normal.

“Mas não voltou, não vai voltar, e a gente precisa se preparar ao que vai vir”, advertiu.

José Augusto explicou que “alguns especialistas” entendem que o país deve adotar políticas de redução de danos [educacionais], mas ele acredita que “não podemos limitar a questão educacional a mitigar esses prejuízos”.

Para ele, isso não basta para resolver o problema. “Mas isso passa por políticas públicas, por investimento em tecnologia, passa por investimento em infraestrutura técnica e, principalmente, por fiscalização da sociedade”, sugeriu.

Ele lembrou que, dos 61 municípios amazonenses, vinte ainda são atendidos com tecnologias de operadoras móveis 2G.

“Isso pela legislação, pela Anatel nem seria mais permitido […] A limitação da conectividade 2G, que é uma tecnologia de vinte anos atrás, não permitir, por exemplo, que eles assistam a uma live como essa, ou que eles verifiquem uma vídeo-aula, acessem o You Tube. Permite apenas as trocas de mensagens de texto”, comentou.

Esse é um dos fatores, do âmbito tecnológico, que, para José Augusto, limita – “e muito”! – qualquer projeto social e educacional que seja voltado para essas pessoas. “E isso vale – adverte o pesquisador – para todos os serviços públicos”.

Assim, José Augusto entende que os problemas e soluções da educação precisam ser tratadas do ponto de vista das relações humanas.

“É o professor que vai fazer a diferença na mediação. O fato tá na metodologia, o foco tá interação”, disse.

Live

Também participaram  da conversa a professor Luci Ferraz de Mello, o professor Calaudenilson Batista e a filósofa Neiza Teixeira (mediadora), coordenadora editorial da Valer.

Acesse a íntegra da live aqui.

 

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