Faced capacita professores da educação básica do Amazonas

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Na segunda-feira, 30 de agosto, a Faculdade de Educação (Faced) deu início a mais uma edição do Curso de Aperfeiçoamento em Educação do Campo Práticas Pedagógicas. Ministrado em Humaitá, Iranduba, Itacoatiara, Manicoré, Presidente Figueiredo e São Sebastião do Uatumã, o curso já capacitou mais de 2.800 professores da educação básica em 53 municípios do Estado do Amazonas.

A atividade é resultado de Convênios de Cooperação Técnica entre Ufam e o Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Modalidades Especializadas de Educação (Semesp) e o Programa Escola da Terra, na área temática Educação do Campo, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação do Amazonas (Seduc/AM) e as Secretarias Municipais de Educação dos municípios. Desde 2014, a Ufam, por meio da Faced, oferece formação continuada aos professores do interior do Amazonas.

“Quando nós falamos em educação nas escolas do campo, nós estamos falando de uma realidade, de um contexto que se diferencia do urbano. Essa é a diferença central. No urbano, nós estamos formando pessoas para o mercado de trabalho, para o comércio, para os serviços. (…) No campo, elas geralmente, atendem até o quinto ano do ensino fundamental. Depois, as nossas crianças precisam sair de lá para dar continuidade à sua formação e o que nós estamos fazendo é tentando dar uma formação aos professores para que eles possam atender essa demanda desses alunos, mas que, daqui a mais um tempo, essas escolas possam atender o aluno lá no seu contexto. Podendo, então, concluir o ensino fundamental e quem sabe um dia, o médio”, expôs a professora Heloísa Borges, coordenadora do curso da Faced.

Nascido, então, da necessidade de aperfeiçoamento profissional dos professores das zonas rurais brasileiras, no Amazonas, o curso é elaborado e ministrado pela Faced e está em sua quarta edição, atendendo 120 professores em seis municípios, 20 em cada turma, por causa da pandemia e dos cuidados necessários no momento. “O curso tem 180 horas, divididas em dois momentos que eles chamam de tempo universidade e de tempo comunidade. Geralmente, ele tem um ano de duração, mas em razão da pandemia, nós vamos realizar em seis meses”, conta a professora. “Começamos agora, e todo o final de mês nós estaremos indo, se não me engano, até 16 de dezembro. É o nosso tempo lá. Então, nós vamos, realizamos três dias de formação, para cumprir a carga horária, no tempo universidade. Depois, eles realizam o tempo comunidade, que é uma espécie de pesquisa, e em dezembro nós estamos encerrando a formação”, explica.

Divido em dois eixos, o curso busca discutir o trabalho no campo, a comunidade e as identidades no primeiro momento e a atividade docente no segundo. “É onde é discutido o projeto político-pedagógico, o currículo, experiências com a pesquisa, como ensinar as crianças de séries multisseriadas, que são do primeiro ao quinto ano todas juntas em uma única sala muitas vezes. E aí, a gente vai desenvolvendo o conhecimento através dos saberes já deles com os saberes escolares”, detalha a coordenadora.

“E acima de tudo reforçamos o papel deles como profissionais da educação nesse processo lá na escola do campo. Entendemos que se esse profissional se compreende como profissional do ensino, mas não somente do ensinar o conteúdo escolar, mas do papel dele no sentido de que esse conhecimento escolar … Por exemplo, os nossos alunos do campo trabalham a ciência e eles vivem no ambiente propício para as ciências, eles plantam, colhem, a água sobe a água desce, eles conseguem conviver com uma dimensão maior de coisas muito mais visíveis e corriqueiras para eles, então, se esse profissional conseguir compreender que o conteúdo que ele vai trabalhar da matemática, da ciência, da geografia, da história, da língua portuguesa está nesse ambiente, esse aluno vai ter muito mais facilidade de interagir dentro da escola e ele vai gostar da escola e também vai gostar da sua comunidade, da sua família, dessa relação com a sua própria identidade”, completa.

A primeira versão do curso ocorreu em 2014, atendendo 1.542 professores das escolas municipais do campo em 18 municípios. Em sua segunda edição, a atividade teve início em maio de 2016, e capacitou 1.038 profissionais de 24  municípios. A terceira versão da formação deu-se em 2018, e chegou a 300 professores de cinco municípios. Somados às turmas de 2021, a Faced terá respondido pelo aperfeiçoamento profissional de três mil professores da educação básica de 53 municípios do Amazonas.

Fonte: Ascom/Ufam

 

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