Arte indígena é incluída na programação do aniversário de Manaus

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O Conselho Municipal de Cultura (Concultura) realiza o lançamento da I Mostra de Arte Indígena de Manaus – Meu Povo, nesta quarta-feira (15/9), às 10h, na avenida Sete de Setembro, s/nº, no Palácio Rio Branco, na praça Dom Pedro II, no centro histórico.

Na ocasião será realizada uma “mini vernissage” com obras e a presença de artistas indígenas.

O evento faz parte da programação de homenagens do aniversário de Manaus, comemorado no dia 24 de outubro, e conta com o apoio da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult).

Esta é a primeira vez em 352 anos de existência que a capital amazonense vai ter uma mostra genuinamente indígena com a participação de oito artistas.

O centro indígena Bahserikowi, por sua vez, vai participar com objetos dos povos tukano, dessana e tuyukas do alto rio Negro.

Além dos artistas residentes em Manaus, foram convidados uma artista do povo warau, da Venezuela, e outro de uma aldeia do povo Mura, de Autazes.

A mostra indígena reúne os mais variados estilos de arte, com quadros retratando os grafismos ritualísticos e antropológicos, bem como a arte urbana das novas gerações que vivem na capital, esculturas e objetos que retratam as várias culturas presentes como: mura, kokama, dessana, tukano, tuyuka e warau.

A criatividade indígena como arte é expressa na pintura corporal, nas cerâmicas, plumagens, nos artefatos, nas cestarias e nas máscaras com representações de suas cosmografias.

Em chamada de vídeo para o evento, o antropólogo indígena João Paulo Barreto afirma:

“É um oportunidade de romper barreiras, quebrar preconceitos e criar novos caminhos.”.

O Palácio Rio Branco, local da exposição, está no entorno da Praça Dom Pedro II, espaço declarado pela Prefeitura de Manaus, na atual administração, como Museu da Memória Indígena de Manaus.

Nessa praça foram localizadas e preservadas várias urnas funerárias dos primeiros habitantes da área que veio a se tornar o marco zero da capital amazonense.

O presidente do Concultura, escritor e poeta Tenório Telles disse que a exposição é uma homenagem à memória dos indígenas que moravam nas terras que hoje abrigam a cidade de Manaus.

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