Miniaturas de alegorias de Marialvo Brandão ganham exposição no Liceu de Artes

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Versões em miniaturas tridimensionais de alegorias confeccionadas pelo plástico Marialvo Brandão, para o espetáculo de bois-bumbás, ficarão expostas ao público, no Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro, em Parintins (AM), a partir de quinta-feira (16/09) até o dia 25 de setembro.

A visitação é grátis e será das 8h às 11h e das 14h às 17h. O liceu é parte do complexo cultural conhecido por bumbódromo, localizado a avenida Nações Unidas, sem número.

A exposição “Rituais Indígenas – Desvendando Segredos Alegóricos” é resultado de projeto aprovado em edital, por meio do Prêmio Feliciano Lana, realizado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa, como ação da Lei Aldir Blanc no Estado.

Com 30 anos de experiência atuando no Boi-Bumbá Garantido, Marialvo chegou a conceber 24 alegorias em toda a sua carreira.

Para a exposição, o artista criou réplicas fiéis em miniatura das últimas dez alegorias que produziu. Todas participaram de encenações de rituais no festival.

O processo de criação foi mostrado em oficinas para futuros artistas: dimensões, rascunhos, como fazer o corte do isopor, a forma de ampliar a estrutura de ferro e até mostrar as engrenagens que permitem o movimento delas.

As oficinas também serão realizadas no Liceu Claudio Santoro, voltadas a alunos de Artes Visuais. Tanto a exposição como as ações formativas serão realizadas durante a programação de aniversário de oito anos do Liceu em Parintins.

De acordo com o artista, todo o projeto foi motivado pelo interesse do público nas alegorias.

“Pensei nesse projeto para matar a curiosidade do público que vem assistir aos festivais e fica encantando com as construções”, declara o artista plástico.

Entre as miniaturas que ficarão disponíveis ao público, Marialvo destaca a que representa o “Ritual Kawahiva”, que estreou no festival de 2019, uma das maiores alegorias que o artista já concebeu.

O ritual é da cosmologia Kawahiwa-Parintintin, na qual índios caçadores da tribo são preparados, física e espiritualmente, pelo Pajé antes das caçadas na floresta. A alegoria apresentava as criaturas Serpentum – o homem-cobra, e o Acangaçu – a onça preta dente-de-sabre, entre outras.

“Esta é especial para mim, foi a última que eu fiz, em 2019, e foi a mais desafiadora, porque continha 34 esculturas, quase o dobro das últimas nove alegorias que fiz, foi uma das maiores que já desfilou no festival, com 23 metros. A equipe não mediu esforços para concluí-la”, explicou Marialvo.

Além de Marialvo, outros 25 artistas, entre escultores, soldadores, pintores e aderecistas, foram beneficiados com o projeto.

“São artistas renomados que trabalharam comigo no Festival Folclórico nesses 30 anos, e também no eixo Rio-São Paulo. Eles pararam suas atividades por conta da pandemia, e eu fico feliz que pude ajudá-los nesse projeto. Outra recompensa que tive foi ter materializado esses últimos dez anos de trabalho, porque é a minha história. Queria fazer algo que ficasse”, declarou.

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