Aluno da UFPA ganha duas medalhas de prata nas Paralimpíadas Universitárias

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O estudante do curso de Medicina da UFPA Edie Helion foi destaque ao ganhar duas medalhas de prata nas Paralimpíadas Universitárias realizadas em São Paulo, nos dias 17 e 18 de setembro de 2021.

Esse é o primeiro evento esportivo que a Universidade Federal do Pará (UFPA) participa desde o início da pandemia de Covid-19.

Ao todo, foram disputadas medalhas em sete modalidades: natação, basquete em cima de cadeiras de rodas, judô, atletismo, bocha, parabadminton e tênis de mesa.

As Paralímpiadas Universitárias foram criadas com o intuito de estimular a participação de estudantes universitários com deficiência física, visual e intelectual à prática de atividades esportivas, promovendo, assim, uma ampla mobilização em torno do esporte.

Inserida nesse contexto, a UFPA passou a apoiar atletas de modalidades paradesportivas, com o Projeto de extensão “Esporte e lazer da UFPA Multicampiesporte”, da Faculdade de Educação Física (FEF/UFPA), em conjunto com a Pró-Reitoria de Extensão (Proex/UFPA), por meio da logística com o custeio da viagem, hospedagem, alimentação e material desportivo.

“As competições esportivas são fundamentais para a autoestima, qualidade de vida e para o processo identitário de cada discente com a UFPA. Além disso, a prática esportiva, entendida como direito garantido por nossa Constituição Federal, se configura como elemento de formação cidadã”, lembra o professor Douglas Dias, coordenador do Projeto de Esporte e Lazer.

Desafios

Em virtude das limitações impostas pelo cenário da pandemia de Covid-19, o que incluiu o fechamento de clubes, o paratleta Edie Helion precisou treinar em sua própria casa, desenvolvendo um planejamento de treinos que envolvia corridas pelo quintal, musculação com objetos improvisados e exercícios que utilizavam o peso do próprio corpo.

Todo o esforço foi feito para que ele não diminuísse o seu rendimento e pudesse continuar representando a UFPA e o seu clube,Paysandu Sport Club, nas competições ainda previstas para acontecerem, além de promover representatividade e incentivar outros jovens com deficiência a começarem a praticar algum esporte.

“Acredito que alguém com alguma deficiência possa ver em mim a oportunidade que eu tive de treinar e poder competir, transformando isso em algo positivo para si. Todos podem ser atletas ou paratletas, basta um pouco de dedicação e abdicação do seu dia a dia. Natação não é esporte, é estilo de vida”, aponta Edie Helion.


Fonte: Assessoria de Comunicação Institucional da UFPA

Texto: Leandra Souza

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