Museu Amazônico promove exposição sobre patrimônio cultural indígena

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Desde segunda-feira, 20, acontece a 15ᵃ Primavera dos Museus, promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).

“Museus: perdas e recomeços” é o tema desta edição que reúne museus de todo o Brasil para refletir os museus enquanto lugares de guarda de bens de variados momentos da vida humana, que aguardam recomeços.

O evento acontece até 26 de setembro.

O Museu Amazônico da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) integra a programação do Ibram, e apresenta a exposição virtual “Em risco muito antes de 1988” com objetos da coleção do Ibama.

Acesse o link da exposição:

https://www.instagram.com/p/CUIja7UL066/?utm_medium=copy_link

A coleção abriga objetos de cultura material indígena que foram apreendidos em operação realizada pelo Ibama, no ano 2000, e que seriam revendidos no exterior. Transferidos para o Museu Amazônico em 2002, na forma de depósito, estão sob a guarda da instituição e somam mais de 2.000 itens.

Indígenas

A mostra propõe a reflexão e sensibilização sobre o trato do patrimônio cultural indígena que requer de todos os agentes sociais, ações voltadas à preservação e à proteção de nossos bens culturais, levando em conta que saídas ilegais de objetos da cultura material indígena marcam perdas a todos os brasileiros.

Com a mostra, o Museu Amazônico objetiva dar visibilidade a uma, dentre tantas outras lutas indígenas, na tentativa de garantir a proteção de todos os seus bens e manifestações culturais, conforme o art.215 da Constituição Federal de 1988, e o estabelecimento de relações mais dialógicas com os povos indígenas, enquanto local de guarda, preservação e comunicação.

Para Diretora da Divisão de Difusão Cultural, professora Carolina Brandão Gonçalves Dias, os Museus são mais que espaços de memória, como locais de produção e partilha podem ajudar a desenvolver a consciência cidadã e o sentimento de compromisso social com a história.

De acordo com ela, em função da pandemia, o Museu Amazônico visualizou suas práticas lançando-se nas redes digitais, ampliando desse modo seu grau de acesso junto ao público.


Fonte: Ufam/Ascom

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