FCF/Ufam produz documentários sobre doenças negligenciadas

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Os discentes do 8.º período do curso de Ciências Farmacêuticas da Universidade Federal do Amazonas, durante a disciplina Parasitologia Clínica, ministrada pela professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, Jaila Borges, produziram quatro documentários sobre as doenças Oncocercose e Mansonelose que acometem determinadas populações na Amazônia e no mundo.

Os documentários exibem as principais características das duas doenças como: sintomas, a variação de suas características pelo mundo, vetores, áreas geográficas e o processo histórico de descoberta da doença que não tem sua origem na Amazônia.

Estudantes do curso de Ciências Farmacêuticas da Ufam promoveram na segunda-feira, 27, por meio da plataforma Google Meet, a exibição de quatro documentários que abordam duas doenças que são negligenciadas pelas autoridades de saúde e desconhecida pela maioria da população da região: a Mansonelose e a Oncocercose.

A produção do material é uma das avaliações dos alunos para a disciplina que estão cursando no formato remoto. Como consequência direta deste tipo de aprendizagem, os estudantes desenvolvem conhecimento profundo sobre um conteúdo, bem como pensamento crítico, colaboração, criatividade, habilidades de comunicação dentre outros.

O desafio do estudo e da produção foi proposto pela professora da disciplina de Parasitologia Clínica do curso de Ciências Farmacêuticas da Ufam, Jaila Borges, como avaliação, na disciplina ela ministra conteúdos de várias endemias presentes na região Amazônica.

“Neste semestre estamos trabalhando com uma metodologia ativa de ensino denominada ‘Aprendizagem baseada em projetos’. Nesta os estudantes trabalham em um projeto por um determinado período e se dedicam a buscar uma solução para um desafio da vida real. Durante a elaboração do projeto os estudantes adquirem conhecimentos e habilidades necessários para criar um produto público”, afirmou a docente.

“Em nosso caso os estudantes tiveram dois meses para criarem um documentário sobre duas doenças negligenciadas que acometem determinadas comunidades da região Amazônica. Estes documentários serão compartilhados ao público em geral e podem ser utilizados como uma ferramenta de educação em saúde”, concluiu.

O trabalho, além de expor as características gerais das duas doenças ouvindo especialistas, inovou como metodologia de ensino da aprendizagem onde o uso de ferramentas de comunicação promoveu a produção de material científico para divulgação de prevenção das doenças, além de se constituir como referência de estudo para outros pesquisadores.

“A proposta do trabalho foi gerar um conteúdo acerca de doenças negligenciadas e endêmicas da nossa região, a Mansonelose e a Oncocercose, a fim de compartilhar com a população em geral um pouco do que conhecemos sobre essas patologias, com informações adquiridas de fontes seguras e atuais, numa linguagem fácil e acessível. É muito importante retratar sobre essa realidade local que, muitas vezes, é desconhecida por nós, sobretudo por afetar um público mais vulnerável e que são negligenciados, razão pela qual essas doenças são negligenciadas”, destacou a discente Rebeca Imori.

As populações ribeirinhas sã as mais afetadas pela onconcercose

“A produção dos documentários tem como objetivo trazer informações para população sobre as doenças Oncocercose e Mansonelose. Sabemos que hoje não existem informações sobre esse tipo de doença que acomete comunidades carentes. Precisamos dar informações, mas também passar a mensagem que devemos nos importar com essas doenças. Não são só as doenças cosmopolitas que devemos nos importar, mas as doenças tropicais, inclusive as que são prevalentes no Brasil. Com base nisso elaboramos os documentários para que atinja todos os tipos de públicos, não só profissionais ou estudantes da área de saúde”, ressaltou o discente Carlos Henrique Guimarães.

“Nosso grupo ficou com a Oncocercose, uma doença que quase ninguém tem conhecimento. A proposta do documentário foi de informar às pessoas sobre essa doença que existe na nossa região e que afeta uma população que também é negligenciada: o povo Yanomami. Por isso, procuramos pesquisadores que publicaram sobre a doença para entrar em contato e trazer as experiências deles para a população. Queríamos contar uma história, a história dessa doença no nosso país, como se instalou, as dificuldades de tratamento, a ausência de atenção a essa população afetada. Nesta disciplina de Parasitologia nós aprendemos não apenas sobre as doenças, mas também sobre o doente. A professora busca sempre nos sensibilizar acerca das pessoas que são afetadas, pois na realidade são doenças e pessoas negligenciadas. O documentário quer levar informações e denunciar a falta de investimentos em pesquisas, quer debater o tema, quer refletir sobre a ausência de políticas públicas”, afirmou a estudante Gracielle Soares.

Assista aos documentários nos endereços:

https://www.youtube.com/watch?v=O0ztmsfaMtM

https://drive.google.com/file/d/14VP8bIcxNTOwLhNi2bFlYkmx2EpBHxzb/view

https://www.youtube.com/watch?v=O0ztmsfaMtM&feature=youtu.be


Fonte: Ufam/Ascom

Texto: Juscelino Simões

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