Alunos do Liceu Claudio Santoro destacam importância dos professores

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Alunos do Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro revelaram as conquistas que alcançaram, para a vida toda, com o apoio dos professores que os acolheram no mundo das artes.

É o caso do ator Fabrício Mendes, um dos primeiros alunos do Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro.

Ele conta que foi durante a apresentação do espetáculo Livro Vivo, da Companhia Metamorfose, no Teatro Amazonas, que descobriu a vocação para a arte, mas foi com o professor Daniel Mazzaro que mergulhou no universo do teatro e da cultura para construção da carreira artística.

“O Daniel Mazzaro foi um professor que marcou minha trajetória e me incentivou, com muita qualidade e profissionalismo, a fazer teatro e viver da arte. Venho da periferia de Manaus, onde o tráfico dominava, muitos amigos nem estão mais aqui para contar história, mas a cultura pode fazer com que os jovens percebam outro caminho, que a arte salva vidas, como salvou a minha”, afirmou o artista.

Fabrício Mendes. Foto: Oliveira Júnior

Atualmente. no programa Artist Cert Music Performance, do Azusa Pacific University, na Califórnia, Karen Carvalho, também deu os primeiros passos no Liceu, como aluna de violoncelo, em 2012.

Para ela, as referências de professores são Anton Minenkov, chefe dos violoncelos da Amazonas Filarmônica, e a maestrina e violinista Elena Koynova, regente da Orquestra Jovem Claudio Santoro.

“Sem essas pessoas, eu não teria alcançado tudo que conquistei, eles são muito importantes nessa caminhada profissional. A professora Elena foi a primeira que olhou para mim e disse que eu tinha futuro, acreditou em mim e sempre me ajudou muito, em tudo, de todas as formas. Com certeza, é uma pessoa que me inspira”, declara Karen.

 Incentivo

Wellington da Silva França, ex-aluno do Liceu aprovado, neste ano, para a Academia de Música da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), teve o incentivo do professor Oromides Rezende.

Wellington da Silva França. Foto: Lorne Porfírio

Segundo ele, aos 12 anos, ingressou no curso de Tuba, onde participou da Orquestra Jovem Encontro das Águas e Coral de Trombones e Tubas, até chegar à Orquestra Experimental da Amazonas Filarmônica e participar, também, de renomados festivais de música, como, 46° Festival de Inverno de Campos do Jordão (Brasil), Soest in Harmony (Alemanha, 2016), Eva Lind Musikakademie (Áustria, 2016) e Italian Brass Week (Itália, 2016).

“O professor Oromides sempre foi muito dedicado, que inspirava e nos motivava a estudar, ele sempre dizia que podíamos alcançar os objetivos além do que imaginávamos. Sempre foi motivador, uma ótima pessoa, um bom professor e eu continuo seguindo os conselhos dele na minha construção como músico”, destaca Wellington.

Parintins

Aluno do Curso de Iniciação ao Desenho Intermediário, Lúcio Silva, do Liceu Parintins, tem como referência o professor Josinaldo Matos.

“Ele me inspirou ainda mais, trouxe o traço do lápis, a sabedoria e a leveza da arte, o suave da mão e sou muito grato por isso. Eu me inspiro muito no Josinaldo. Sou muito grato por ele ter me ensinado a me expressar”, enfatiza Lúcio.

A parceria com o professor vai além da sala de aula, os dois participam de palestras para falar de que forma a arte mudou a vida do artista de 29 anos, que supera diversos limites impostos pela deficiência. Lúcio nasceu sem mãos e pés e tem dificuldade na fala.

Josinaldo Matos e Lúcio Silva. Foto: Divulgação

Professor há 22 anos, Josinaldo Matos destaca que o reconhecimento dos alunos e dos pais vale muito. Ele explica que o trabalho também contribui para a vida artística.

“O fato de ter me tornado professor mudou a minha vida, ajudou na minha carreira de artista visual, porque os alunos fazem com que eu esteja sempre me reciclando, buscando novos conhecimentos. O Lúcio veio como uma bênção, porque foi um desafio novo, a troca com ele é muito importante. Eu acredito muito no potencial dele”, ressalta o professor.

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