Mostra de Arte Indígena de Manaus encerra-se com 261 visitas presenciais

Compartilhe:

Em 40 dias, 261 pessoas registraram suas assinaturas no livro de visitas da 1.ª Mostra de Arte Indígena de Manaus, no Palácio Rio Branco, Centro. A exposição encerrou-se na sexta-feira (28/10).

A maioria dos visitantes é de Manaus, mas há, também, registros de turistas franceses, portugueses, estadunidenses, australianos, japoneses, sul-coreanos e chineses.

A mostra também está hospedada nas redes sociais do Concultura e da Manauscult, assim como uma websérie com os artistas indígenas, e ainda poderão ser visitadas a qualquer momento.

Os gestores da iniciativa, Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult) e o Conselho Municipal de Cultura (Concultura), consideram que a mostra cumpriu o seu objetivo, que foi o de divulgar a arte indígena e a presença dos índios na cultura no local.

O evento fez parte da programação comemorativa pelo aniversário de 352 de Manaus, ocorrido no dia 24/10.

A exposição reuniu mais variados estilos de arte, com grafismos ritualísticos e antropológicos, arte urbana das novas gerações que vivem na capital, com esculturas e objetos que retratam as várias culturas como a dos muras, dos kokamas, dos dessanas, dos tukanos, tuyukas e Waraos.

Esses povos estiveram representados pelos artistas indígenas Chermie Ferreira Kokama, Paulo Olivença, Tuniel Mura, Tchanpan Maricaua, Ivan Barreto, Kawena Maricaua, Otília Waraó e Kina Kokama.

O artista dessana Jaime Diakara disse que a mostra foi muito significativa e importante, porque apresentou à sociedade a arte indígena e sua identidade cultural.

“Me senti muito valorizado em fazer parte, de expressar meu conhecimento da nossa cosmologia dessana, por meio do desenho. Espero que essa não seja só a primeira mostra, mas que venham outras para dar visibilidade à arte indígena”, declarou Diakara.

As irmãs Adriane, engenheira florestal, e Adrienne Foro, professora de espanhol, foram uma das últimas visitantes e disseram que ficaram encantadas com os estilos de pinturas e outras técnicas, como a marchetaria.

“Além de muito lindas, as obras têm o reconhecimento das culturas dos povos indígenas que, na minha opinião, deveriam ser mais valorizadas”, observou Adriane.

Incompreensões

“Pensamos inicialmente em criar um espaço e divulgar a arte e a presença indígena na cultura local, vencendo incompreensões, preconceitos e contribuindo para o acolhimento desses povos, que são nossa origem, com a valorização da nossa ancestralidade”, observou o presidente do Concultura, Tenório Telles.

“As pessoas estão voltando progressivamente a frequentar os centros culturais, e a abertura de um novo espaço de exposições da cidade, num importante prédio histórico”, pontuou a curadora da mostra, Monik Ventillari.

Ainda segundo ela, a exposição foi muito significativa pelo ineditismo do evento e, também, pelo fato de ter sido realizada ainda no período pandêmico, com o retorno gradual das pessoas às atividades presenciais.

Ela ressaltou como maior feito a revelação de novos talentos das artes plásticas, genuinamente indígenas, que entram para a cena artística de Manaus, e a boa performance de venda das obras expostas, além de novas encomendas aos artistas.

Compartilhe:

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.