Zemaria Pinto e Wilson Nogueira participam de conversa com pedagogos

Compartilhe:

Os escritores Zemaria Pinto e Wilson Nogueira participaram, nessa quarta-feira (03/10),  de uma roda de conversa com os alunos de Pedagogia da Faculdade Salesiana Dom Bosco da Zona Leste, localizada no bairro Zumbi dos Palmares.

Os temas definidos pelos alunos e pela professora de Literatura Nelci Leão foram o Clube da Madrugada e a Literatura Infantojuvenil amazonense, conteúdos de uma disciplina optativa ofertada pela faculdade.

Os dois escritores reforçaram a importância dos pedagogos e dos professores no processo de inclusão de conteúdos da história da literatura amazonense e dos seus livros nas salas de aula.

Zemaria Pinto fez uma apresentação panorâmica da história do Clube da Madrugada, destacando a sua articulação com movimentos e escritores brasileiros da década de 1950 e 1960.

Surgido em 1954, Zemaria, pesquisador do assunto, assegurou que os fundadores do Clube da Madrugada se moveram mais por motivos políticos que por uma nova estética para as artes.

Wilson Nogueira explorou as contradições dos clubistas no afã de se legitimarem como movimento literário de vanguarda, como a da necessidade de se associarem a um movimento literário de expressão, entre eles, ao modernismo, ainda que tardiamente.

Infantojuvenil

Os dois escritores explicaram como conduzem a criação das suas obras infantojuvenis. Zemaria falou sobre O urubu albino e A cidade perdida dos meninos-peixes (Valer) e Wilson Nogueira sobre Órfão das Águas e Formosa: a sementinha voadora (Valer).

Os quatro livros estão entre os mais vendidos do portfólio da Editora Valer, que atua no mercador editorial brasileiro há mais de trinta anos.

Zemaria revelou que, quando escreve para crianças, foca, principalmente, em quem vai escolher os livros para o(a)s pequeno(a)s lerem. “Sãos pais, tios, tias, professores e pedagogos que escolhem e apresentam os livros aos nossos leitores”, disse.

Wilson Nogueira, por sua vez, afirmou que, quando escreve, sempre se imagina um contador de história daqueles que, no terreiro ou na cozinha, rodeados de crianças contam e recontam causos do tempo em que as pedras falavam a língua dos humanos.

“Por isso, prefiro ser identificado como contador de história, mas não me incomodo com quem me chame de escritor”, explicou.

Compartilhe:

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.