Ajuricaba, de autores manauaras, está entre as HQs indicadas para o Jabuti 2021

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A Câmara Brasileira do Livro (CBL) acaba de anunciar os 10 finalistas de cada uma das 20 categorias do Prêmio Jabuti 2021.

Entre as obras de HQs está Ajuricaba, dos quadrinhistas manauaras Ademar Vieira e Jucylande Júnior, do Black Eye Estúdio.

Confira a lista com os livros, em ordem alfabética dos títulos, aqui. No dia 16 de novembro, às 12h, será divulgada a lista com os cinco finalistas.

Já os vencedores das 20 categorias e o ganhador do Livro do Ano serão revelados durante a cerimônia de premiação online.

O evento acontecerá no dia 25 de novembro, às 19h, e será transmitido no canal do YouTube da CBL.

A edição tem curadoria do editor e tradutor Marcos Marcionilo, com a colaboração de um conselho composto por especialistas e profissionais de múltiplas áreas do conhecimento: Ana Elisa Ribeiro, Bel Santos-Mayer, Camile Mendrot e Luiz Gonzaga Godoi Trigo. Clique aqui para conhecer o perfil dos curadores desta edição.

“É com muito orgulho e emoção que, em um ano repleto de obstáculos para o mercado editorial, anunciamos os 10 finalistas das categorias do Prêmio Jabuti! Acompanhar a evolução da grande premiação do livro do Brasil é animador e nos traz esperança”, explica Vitor Tavares, presidente da CBL.

Vitor refere-se ao crescimento de 31% das obras inscritas na premiação deste ano, quando comparado à edição passada: foram 3.422 inscrições. Nesta edição, temos 127 selos editoriais diferentes e 8 autores independentes.

Marcos Marcionilo acrescenta ainda: “É sempre um grande desafio promover o Prêmio Jabuti. Há grandes apostas das(os) inscritas(os), muitas expectativas, além de um investimento afetivo que não se pode desconsiderar. Nesta já longa tradição, estamos todos(as) conscientes da grande responsabilidade da CBL, da curadoria, do corpo de jurados e da equipe de projetos institucionais da CBL. Termos chegado a esse momento é resultado direto do empenho de todas essas instâncias e uma demonstração de que o mercado editorial brasileiro se mantém à tona e preserva a bibliodiversidade necessária a uma sociedade democrática”.

 

 

“Isso é o máximo!”, comemora Ademar

“É uma honra imensa, pelo amor de Deus”! Assim reagiu Ademar Vieira ao receber a notícia que Ajuricaba é finalista do Prêmio Jabuti 2021, categoria Histórias em Quadrinhos.

A obra foi elaborada por ele (roteirista), Jucylande Júnior (desenhista), Tieê Santos (arte-finalista) e Ana Valente (autora da capa).

O livro narra fatos históricos da vida do índio manaos Ajuricaba, herói da resistência à colonização portuguesa, no século 18.

O projeto do livro foi contemplado no edital Conexões de Incentivo à Cultura, da Prefeitura de Manaus, em 2018, mas só foi lançado em 2020.

“Fiz uma minuciosa pesquisa histórica e na literatura dos viajantes, inclusive em publicações em outras línguas”, disse.

Entre os achados dessa investigação estão 140 palavras da língua manaos, algumas usadas nos diálogos ao longo do livro.

Ademar acredita que o livro correspondeu à ideia do projeto, que foi a de apresentar um Ajuricaba de carne e osso, uma personagem histórica e não uma lenda. “Trata-se de uma personagem inteligente, carismática, estratégica na arte da guerra e, também, contraditória”, explica.

Ele lembra que Ajuricaba ao mesmo tempo que constrói um forte para defender os índios aliados, também troca índios inimigos capturados por armas com os holandeses.

“Na história que apresentamos a ficção só entra para emprestar mais ação a esse forte e épico personagem”, acentua Ademar.

“Estou muito feliz. Estamos concorrendo ao mesmo prêmio ganho por Milton Hatoum. Nesta categoria também estão classificadas HQs do estúdio de Maurício de Sousa. Isso é o máximo!”, comemorou.

Mais sobre o 63º Prêmio Jabuti

A premiação, que homenageia um dos mais célebres autores brasileiros, Ignácio de Loyola Brandão, trouxe uma nova organização para suas categorias. Agora, o eixo Ensaios chama-se Não Ficção. Já o eixo Livro foi atualizado como Produção Editorial. As categorias seguem separadas em quatro eixos: Literatura, Não Ficção, Produção Editorial e Inovação.

Há, ainda, novidades na categoria Livro Brasileiro Publicado no Exterior — uma parceria da CBL com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). A premiação condecora a editora nacional da obra vencedora e, além da estatueta, caso já seja participante do Projeto Brazilian Publishers, a casa editorial é contemplada com uma Bolsa de Apoio à Tradução, no valor de R$5.000,00. O valor poderá ser utilizado para traduzir um novo título do português para qualquer outro idioma. Porém, se a editora brasileira vencedora não for associada ao projeto Brazilian Publishers, receberá a filiação completa por 12 meses.

Clique aqui e acesse o site para conferir a lista de jurados e todos os detalhes da 63ª edição.


Fonte: CBL

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