Valer faz a 5ª edição da Manhã Cultural com escritores e artistas indígenas

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Os escritores Jaime Diakara (Gaapi), Yatanajé Cardoso (Canumã), Elias Yaguakág (Maraguápéyára) e Robeilton Gomes (Nem vadios e nem vassalos – Uma Análise da Lei de Liberdade dos Índios de 1755) irão dialogar com os leitores e autografar suas obras na 5ª Edição da Manhã Cultural da Valer, no Parque Municipal do Mindu, neste sábado (20/11), das 8h às 11h.

Na ocasião, serão lançados os livros Gente Valente, de Walter Coutinho, e Antes do Mundo Não Existia- Mitologia dos antigos Dessana-Kehíripõrã, de Luiz Gomes Lana e Firmiano Arantes Lana.

Antes o mundo não existia é o primeiro livro escrito por indígenas no Brasil e está na 4ª Edição, essa publicada pela Valer.

Ao menos mais 100 títulos da editora estarão expostos para venda no evento, com preços 50% de desconto em relação aos vendidos em seu site.

Quem comprar qualquer livro, a partir de R$30,00 ganha uma pulseira, no ato da compra, para se deliciar com o café da manhã do Divino.

A Valer tem em seu portfólio mais 1500 obras, parte delas com foco nas questões amazônicas.

O tema desta 5ª Edição é Povos da Amazônia, cuja programação destaca a literatura, a música (cantores do Grupo Kokama), as artes plásticas e o artesanato indígena.

 

Segundo a coordenadora editorial da Valer, Neiza Teixeira, chegou o momento de a editora exaltar a literatura produzida por indígenas.

“Nós somos amazonenses, a editora Valer também nasceu nesse chão, onde se concentra o maior contingente populacional indígena do Brasil, por isso, damos voz aos seus mensageiros […] O trabalho de uma editora é civilizacional, e é assim que contribuímos para o conhecimento e para o engrandecimento do pensamento”, disse.

A coordenadora enfatizou ainda que “é uma honra publicarmos Antes o mundo não existia […] Até então, tudo o que chegava até nós provinha das pesquisas, das observações e reflexões de antropólogos, historiadores, dos viajantes, portanto, que de forma alguma poderiam alcançar o pensamento ou a cosmovisão dos povos tradicionais. Com a chegada desse livro, que também significa a quebra de ordem indígena, pois os mitos foram oferecidos aos não indígenas e tornado acessível a todos, nós tentamos compreender como pensam povos que não possuem uma estrutura de pensamento ou lógica iguais aos nossos”, explicou a filósofa.

Durante a manhã, haverá exposição dos seguintes artistas plásticos indígenas:  Francisco Maricaua, Alcilene Maricaua e Toniel Mura. Contará, ainda, com uma mostra de artesanatos produzidos por Ana Mura e Franciellem Maricaua. O Grupo Kokama fará uma apresentação especial. A música ambiente ficará por conta da cantora France Martins.

Para Marília Maciel, diretora de eventos da Valer, aproximar esses artistas do público, cada vez mais se torna essencial para a sociedade, já que a cultura indígena, muitas vezes, acaba sendo deixada de lado.

“Queremos apresentar nossos autores indígenas e agregar ao evento os artistas visuais e artesãos que fazem parte dos povos originários. Isso é fundamental no desenvolvimento social e cultural das pessoas, é resistência nesse período em que vivemos”, disse.

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