Pesquisa do Unicef e do Instituto Gallup mostram jovens mais otimistas

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As gerações mais jovens acreditam mais nos cientistas e abraçam cooperação internacional com mais facilidade que grupos mais velhos.

Este é um dos resultados da pesquisa O Projeto de Transformação da Infância, em tradução livre, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o Instituto Gallup. Foram entrevistados mais de 21 mil adultos e crianças.

Mundo

Pelo levantamento, crianças e jovens têm 50% mais probabilidade de confiar na melhora do mundo que pessoas mais velhas.  Esse grupo também crê que as condições da infância melhoraram. A maioria acha que cuidados de saúde, educação e segurança física são superiores àqueles dos tempos dos pais.

Segundo o Unicef e o Gallup, apesar desse otimismo, os jovens estão bem longe de serem ingênuos.

Eles exigem ações contra crise climática, ceticismo sobre informação consumida nas redes sociais e para a luta contra depressão e ansiedade.

Se comparados às gerações mais velhas, eles têm mais chance de se sentirem cidadãos do mundo, e facilidade para apoiar a cooperação internacional em ameaças como a pandemia da Covid-19.

A pesquisa foi realizada para celebrar o Dia Mundial das Crianças, neste 20 de novembro, e quer chamar a atenção para o fato de milhões de menores terem seus direitos básicos negados.

Na COP26, Jovens assumem o palanque e exigem ações climáticas. Foto: ONU News/Laura Quiñones

Pessimismo

A chefe do Unicef, Henrietta Fore, disse que não faltam razões para o pessimismo, mas existe sim uma razão para o otimismo: as crianças e os jovens se recusam a ver o mundo por meio de uma lente derrotista como os adultos.

Se comparada com os mais velhos, a juventude permanece esperançosa, muito mais antenada no globo, e decidida a fazer do mundo um lugar melhor.

Os jovens estão preocupados com o seu futuro, mas eles sabem que são parte da solução.

A pesquisa é a primeira a ouvir várias gerações ao mesmo tempo sobre suas opiniões a respeito do mundo e da infância atualmente. Os entrevistados tinham entre 15 e 24 anos e mais de 40 anos em 21 países.

Redes sociais

Foram incluídas todas as regiões e faixas salariais.

No geral, as gerações mais jovens estão mais globalizadas. Cerca de 39% dos jovens têm o dobro de chance de se aceitar parte do mundo que de seu próprio país ou comunidade, que os mais velhos.

A pesquisa ocorreu durante a pandemia. Crianças e jovens confiam mais em governos, cientistas e canais de notícias internacionais como fontes de informações confiáveis. Mas o levantamento também mostra que os jovens de hoje têm consciência dos problemas que terão de enfrentar.

A maioria sente sérios riscos na internet para crianças como violência, conteúdo sexual explícito (78%) ou bullying e intimidações (79%).

Apenas 17% dos jovens disseram confiar “muito” em plataformas de redes sociais para informação correta.

Dinheiro

E 64% dos ouvidos em países de rendas baixa e média acreditam que as crianças de seu país terão mais dinheiro que seus pais. Jovens em países de alta renda têm pouca fé em avanços econômicos.

Mais de um terço da juventude relatou sofrer de nervosismo e ansiedade, e quase um em cada cinco disse se sentir deprimido ou ter pouco interesse em fazer as coisas.

Em média: 59% dos jovens acham que as crianças hoje enfrentam maior pressão para ter sucesso que os pais tinham quando cresciam.

Crianças estão mais preparadas ou dispostas a enfrentar a realidade no século 21 que seus pais. Foto: Unicef/Schverdfinger

Voz

A pesquisa revela que os jovens querem um progresso mais rápido na luta contra a discriminação, mais cooperação entre os países e que os que tomam decisão escutem a voz da juventude.

Cerca de 75% dos que têm conhecimento da mudança climática dizem que os governos têm que tomar decisões para enfrentar o problema.

Em países de rendas média baixa e baixa, esta parcela é ainda maior: 83%.

Os mais jovens também manifestam mais apoio para os direitos Lgbtq+ e aqui as mulheres lideram a luta pela igualdade.

Políticos

Dos entrevistados entre 15 e 24 anos, 58% disseram ser muito importante para os líderes políticos ouvirem as crianças.

Mas o levantamento também traz áreas de convergência entre jovens e gerações mais velhas especialmente sobre clima, educação, colaboração global.

Ansiedade, medo e raiva são sentimentos reportados por crianças e jovens. Foto: Unicef/Fouad Choufany

As maiores divergências entre jovens e menos jovens são em itens como otimismo e uma mente aberta para o mundo.

As crianças estão ainda mais preparadas ou dispostas a enfrentar a realidade no século 21 que seus pais.


Fonte: ONU News

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