Grupo Simões destaca, em live, a chegada dos negros ao Amazonas

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Os primeiros negros chegaram ao Amazonas pela Companhia Geral do Comércio do Grão Pará e Maranhão. Escravizados, eles eram trazidos para a execução de tarefas domésticas e até obras, incluindo a do Teatro Amazonas.

Isso aconteceu por volta dos séculos 18 e 19 e, até hoje, Manaus carrega a história de luta e resistência dos negros através dos nomes de bairros e ruas. Durante a live “Racismo é errado, assunto encerrado!”, promovida pelo Grupo Simões nessa quarta-feira (24/11), a assistente social Arlete Anchieta lembrou da origem da Praça 14, São Jorge, Morro da Liberdade e Nossa Senhora das Graças.

“Poucos amazonenses sabem, mas a rua 24 de maio, no Centro da cidade, leva esse nome porque foi a data que pôs o fim à escravidão, quatro anos antes da Princesa Isabel assinar a Lei Áurea”, informou Arlete, que é coordenadora do Fórum Permanente dos Afrodescendentes do Amazonas (Fopoaam) e membro do Fórum de Mulheres Afro-ameríndias e Caribenhas e da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN).

Durante a live, a historiadora e pesquisadora Wania Sant’Anna perguntou à assistente social o que mudou e quais são hoje as oportunidades de afro amazonenses no Amazonas.

“Há muitos movimentos negros, desde os religiosos até os de hip hop. Cada vez mais os espaços estão sendo ocupados, no entanto, ainda precisamos avançar muito. Há um número irrisório de parlamentares negros, por exemplo”, disse Arlete Anchieta.

Ela acredita que iniciativas como a do Grupo Simões, que criou o Comitê de Diversidade, vem para ajudar a mudar o cenário dentro da empresa.

“Através dele, o funcionário que antes se dizia negro, se sente mais confiante em conquistar seu espaço e se autoafirmar como negro. Acho que esse é o caminho, mais longe já estivemos”, aponta a assistente social convidada para a live.

Diversidade e inclusão

Segundo a psicóloga e diretora de Desenvolvimento Humano e Organizacional do Grupo Simões, Tânia Corrêa, o Comitê de Diversidade e Inclusão tem levado para dentro da empresa discussões que favorecem um ambiente plural e inclusivo para todas as pessoas, culturas, ideias e experiências.

“Hoje estamos com uma exposição em todas as unidades do Grupo Simões que traz poesias escritas por filhos e dependentes de colaboradores. Foi uma ação gratificante e que trouxe uma reflexão para todos nós de como os temas podem ser trabalhados dentro da empresa”, destacou Tânia.

Também membro do comitê, a gerente de Desenvolvimento Humano e Organizacional do Grupo Simões, Érica Carvalho, aponta que trazer essas reflexões não tem feito parte apenas dos corredores e reuniões das empresas.

“Mas também está sendo levado para dentro da casa dos colaboradores, que tem falado mais da importância da diversidade, mostrando que o papel social da empresa está sendo atingido”, declarou.

Para Andreza Santana, gerente de Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) do Grupo Simões e membro do comitê, é desafiador trabalhar diversidade, já que é um leque abrangente.

“Temos conseguido bons resultados, a próxima meta é a de implantar na empresa salas de amamentação e aumentar a participação das mulheres em cargos tipicamente ocupados por homens”, adiantou.

Ao longo de 2021, o Comitê de Diversidade e Inclusão do Grupo Simões realizou diversas ações, entre elas, eventos que traziam temas como a participação da mulher e pessoas LGBTQIA+.

A live “Racismo é errado, assunto encerrado!” foi a última iniciativa deste ano, mas o comitê já tem desenhado, algumas ações para o próximo 2022.

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