A São Caetano biomimética

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De Estocolmo (Suécia- 1972) a Glasgow (Escócia-2021 COP26), cientistas, ativistas e governos apontam caminhos para manter Gaia (mãe Terra) viva e produtiva.

Relatórios e diagnósticos com o que há de mais avançado sobre mudanças climáticas e modelos econômicos baseados na sustentabilidade (usufruir permitindo às futuras gerações o usufruto também), são feitos, mas não são postos em prática.

Viram alfarrábios empoeirados nas gavetas de quem decide e não se vê na prática de atitudes que possam desacelerar, por exemplo, emissões de gases poluentes.

Falta vontade política. Essa é a conclusão que ativistas e cientistas chegam, após anos de conferências e protocolos globais.

Falta perceber a montanha de conhecimentos já conectados com a sustentabilidade e que já deveriam estar funcionando na prática.

Gaia até gostaria de ver seus filhos com práticas mais inteligentes e muito menos dispendiosas, como as da construção de foguetes para levá-los em fuga a outro Planeta.

Entre essas práticas ao gosto de Gaia, não por ela mesma, mas pela humanização da humanidade, está a mais promissora: a educação.

Na onda de que nem tudo está perdido e em algum lugar alguém irá tomar uma atitude simples, usando o instrumento educação para contagiar pessoas, estabelecer desde cedinho na vida delas os elementos da consciência de como usufruir de Gaia, a Escola Municipal de Ecologia Cleide Rosa Auricchio para crianças e adolescentes mostra o caminho mais seguro à compreensão sobre as respostas que o Planeta Terra vem dando à humanidade.

A Escola ecológica Cleide Rosa Auricchio fica em São Caetano do Sul-SP, onde a educação de qualidade tem índice avaliado acima da média nacional.

De acordo com IDEB e o INEP, a pontuação é 7.5 (a média nacional é um pouco mais de seis pontos).

O prefeito da cidade, médico de profissão José Auricchio Júnior, nem por esse destaque, se coloca em zona de conforto e diz que irá cobrar muito nas áreas de saúde e educação.

Gaia vê com bons olhos essa atitude na política educacional em São Caetano do Sul e até gostaria que ela se fortalecesse ao ponto de fazer frente à força-maior que é a ausência da força de vontade política para que na educação crianças, antes mesmo do terceiro ano de vida, interajam naturalmente com a natureza.

A psicopedagoga Lilian Silva Rey, 37 anos de atividades da rede pública de ensino de São Caetano do Sul, ma das responsáveis pela alta performance no ensino infantil da cidade, afirma que crianças aprendem mais e melhor as informações e que devem receber oportunidade de escolhas, desde cedo (no caso de São Caetano a partir dos dois anos). Ela lembra que a Base Nacional Comum Curricular-BNCC, do MEC, permite métodos inovadores nesse sentido.

Para a educadora Lilian Rey, o protagonista nesse processo é a criança e não o professor. A criança fará suas descobertas frente aos desafios que lhe aparecem, fará suas escolhas. A dinâmica Educação/Ecologia eleva em muito o desenvolvimento cognitivo da criança que, certamente, será um jovem e um adulto mais consciente quanto à compreensão de que somos todos parte da natureza, afirma a psicopedagoga.

Na escola ecológica, a criança convive com animais como pássaros que frequentam o ambiente do bosque; aprendem sobre árvores; preparam a terra e conhecem as minhocas; plantam, cuidam e coletam hortaliças, tudo isso amparado com técnicas de socialização, no espírito da brincadeira.

A biomimética nos ensina que é preciso perceber urgente as respostas que a natureza, a mãe terra vem dando à humanidade. Está cada vez mais desumanizada.

As crianças vão salvar Gaia plantando uma nova consciência. Mas não podem esperar para se sentirem parte da natureza. Daí que a ideia da força de vontade política do prefeito da cidade, dos professores e da comunidade viva de São Caetano do Sul, concretizados, podem ser exemplo adequado a outras cidades do Brasil, em modelo onde simplicidade e positividade contínuas da educação imersa na ecologia integral é lição de bons resultados.

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