“O Holocausto definiu as Nações Unidas”, declara António Guterres

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Em 27 de janeiro de 1945, soldados soviéticos entravam no campo de concentração de Auschwitz, no sul da Polônia, libertando milhares de sobreviventes do regime nazista.  Nesta quinta-feira, o mundo marca o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.

Em mensagem, o secretário-geral da ONU homenageia os “6 milhões de judeus que morreram”. A mensagem menciona ainda os povos roma e sinti, conhecidos por ciganos, e “as outras inúmeras vítimas de um horror sem precedentes de crueldade calculada”.

Linha de Frente  

António Guterres declarou que “o Holocausto definiu as Nações Unidas”, sendo que o próprio nome da organização “foi cunhado para descrever a aliança que lutava contra o regime nazista e aliados”.

O secretário-geral destaca que a ONU deve “estar sempre na linha da frente da luta contra o antissemitismo e de todas as outras formas de intolerância religiosa e de racismo”.

Mas Guterres lamenta que a xenofobia e o ódio estejam reaparecendo de forma “alarmante”, com o aumento do antissemitismo, que segundo ele, é a “forma mais antiga e persistente de preconceito”.

Recordar o passado é crucial  

O chefe da ONU também condena as tentativas de negar o Holocausto e lembra que nenhuma sociedade “está imune à irracionalidade ou à intolerância”. Guterres destaca que o massacre poderia ter sido evitado e diz que “recordar o passado é crucial para proteger o futuro”.

A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, lembra que 77 anos depois do Holocausto, o racismo e a xenofobia estão aumentando no mundo, com ataques contra judeus em várias regiões do mundo.

Bachelet pede posição firme de todos contra o ódio e apoio à verdade fundamental de que existe igualdade entre todos os seres humanos. A expetativa da alta comissária é que haja mais ações de “combate às forças da divisão”.

Fonte: ONU News

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