Estudo da OMS revela como mulheres são tratadas na hora do parto

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Uma pesquisa da Organização Mundial da Saúde, OMS, que acaba de sair na publicação especializada BMJ Journals, mostra como mulheres e recém-nascidos são tratados durante o parto.

O estudo menciona “cada vez mais evidências comprovando que mulheres ao redor do mundo enfrentam tratamento inaceitável durante o nascimento de seus filhos.” Entre os problemas, estão violações aos direitos à privacidade, ao consentimento informado e em ter uma pessoa de confiança durante todo o parto.

Aumento da confiança  

Estudo da OMS avalia também situação de recém-nascidos. Foto: UNICEF/Andriy Boyko

A OMS destaca que os maus-tratos podem “prejudicar seriamente a confiança no hospital ou centro de saúde” e assim, “as mulheres podem evitar esses locais antes, durante e depois do parto”, gerando consequências sérias para a saúde e bem-estar de mães e bebês e até colocando vidas em risco.

A pesquisadora do Departamento de Saúde Reprodutiva da OMS, Ozge Tunçalp, explica que “melhorar a experiência das mulheres durante o nascimento dos bebês é essencial para aumentar a confiança nos centros de saúde e garantir acesso a cuidados de qualidade no pós-parto”.

Abusos físicos  

Enfermeira examina mulher grávida em Shrawasti, na Índia,. Foto: Unicef/UN0281069/Vishwanathan

Mais pesquisas são “necessárias com urgência” para se entender melhor as experiências das grávidas na hora de dar à luz e melhorar o tratamento. A análise feita pela agência da ONU mostra, por exemplo, que mulheres que não podem ter acompanhante são geralmente as que mais relatam “abuso físico, procedimentos médicos não-consensuais e falhas na comunicação”, na comparação com as que entraram na sala de parto acompanhadas.

A pesquisa mostra ainda a importância de se entender melhor as experiências das mulheres para melhorar os cuidados, avaliando a satisfação delas e tendo em conta também responsabilizar aqueles que cometem maus-tratos.

Baseada em observações na hora do parto, um dos estudos mostra a importância crucial “da boa comunicação e de processos claros de consentimento”, especialmente durante exames vaginais, sendo necessária “reduzir a exposição da mulher e aumentar a privacidade, sempre com o uso de cortinas”.

Respeito é essencial  

Parteira oferece cuidados em Daikundi, Afeganistão. Foto: UNFPA Afghanistan

No caso das adolescentes grávidas, os maus-tratos contribuem para a “insatisfação e perda de oportunidade de engajamento com esse grupo”.

A pesquisa comprova ainda que “o desenvolvimento de medidas confiáveis e concisas em todo o mundo ajuda a promover iniciativas de melhorias duradouras na qualidade” dos serviços de saúde na hora do parto.

A pesquisadora da OMS, Ozge Tunçalp, lembra que “quando mulheres e seus bebês recebem cuidados respeitosos, de qualidade e centrados na pessoa, existem mais chances delas buscarem cuidados de saúde e procurarem seus médicos”. A especialista acredita que essas novas evidências farão com que medidas sejam tomadas para reduzir os maus-tratos em todo o mundo.


Fonte: ONU News

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