Concultura e Manascult homenageiam os 96 anos de Thiago de Mello

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O Conselho Municipal de Cultura (Concultura) e Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult) irão comemorar os 95 anos do poeta Thiago de Mello, com uma tarde de palestras e sarau lítero-musical.

O poeta amazonense morreu na manhã de 14 de janeiro deste ano, em sua residência, na avenida Getúlio Vargas, no centro de Manaus (AM). Nesta quarta-feira (30/3), ele  completaria 96 anos.

O evento ocorrerá ) no Museu da Cidade de Manaus (Muma), a partir das 14h, na praça Dom Pedro II, no Centro Histórico de Manaus.

A programação comemorativa terá palestras, recitações e encerra com sarau e show de hip hop, no museu de Manaus.

s palestras começam às 14h30, com abertura realizada pelo presidente do Concultura, Tenório Telles, com o tema Thiago de Mello: vida e poesia.

Às 15h30, de interlúdio poético: leitura de poemas. Logo após, às 15h45, mesa temática: A presença de Thiago de Mello na poesia brasileira – Temas e significado poético, com a mediação do vice-presidente do Concultura, Neilo Batista, e como debatedores o escritor, José Almerindo da Rosa e a escritora e editora Neiza Teixeira.

A tarde fecha com recital poético Thiago de Mello, o poeta da liberdade, com o poeta Dori Carvalho.

O sarau contará com a participação especial do Grupo de Hip Hop Nativos Crew Produções, com o MC W cantando rimas inspiradas na poesia do Thiago de Mello.

O poeta

Thiago de Mello deixa um inestimável legado cultural para a humanidade. São dezenas de livros de prosa e poemas, entre os quais o poema Estatutos do homem, traduzido para mais de trinta idiomas, e Faz escuro mas eu canto, que conquistou o coração dos brasileiros também como música, na voz de Nara Leão.

Ambos são odes à liberdade, à igualdade social, à justiça e à paz entre os seres humanos.

Estatutos do Homem, por exemplo, foi escrito quando o poeta estava adido cultural do Brasil no Chile, no Governo de João Goulart, sob os olhares do poeta Pablo Neruda, Prêmio Nobel de Literatura, e do então senador Salvador Allende, que se tornou presidente eleito do Chile, e em seguida foi morto pelo sanguinário general Pinochet.

Com a instalação da ditadura Pinochet, a mais longa da América Latina, Thiago de Mello foi preso de expulso do Chile. Tornou-se então refugiado das Nações Unidas e passou a viver em vários países até 1979, quando retornou ao Brasil, procedente de Portugal.

Ainda na década de 1980, ele voltou a morar em Barreirinha, onde construiu três residências, duas na área urbana, e uma no distrito de Barreira do Andirá, todas com projeto arquitetônico de Lúcio Costa, seu amigo, também autor da planta de Brasília (DF).

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