Equador encerra conferência da FAO em busca de agricultura resiliente

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Nesta sexta-feira, 33 ministros dos países latino-americanos e caribenhos encerrarão mais uma conferência regional da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

O encontro em Quito, no Equador, é realizado de forma híbrida pela internet. Enquanto o mundo responde à pandemia da Covid-19, representantes da região buscam formas de tornar o setor agrário mais resiliente e promover uma dieta mais saudável.

Preços dos alimentos

O sobrepeso e a obesidade são algumas das preocupações de especialistas latino-americanos e caribenhos devido a mudanças demográficas nos últimos anos.

Pelo menos 23 países da região aprovaram leis que limitam o consumo de alimentos altamente processados que são ricos em açúcar, gorduras e sódio.

Atualização mensal menciona ainda que houve um abrandamento da demanda de alimentos durante o mês. Foto: Unsplash/Jed Owen

A guerra na Ucrânia levou a uma alta no preço dos alimentos e dos fertilizantes, numa área que é conhecida como o maior exportador líquido de alimentos do mundo.

O presidente do Equador, Guillermo Lasso, afirmou que o evento da FAO é uma “oportunidade de coordenar, de forma concertada, meios de proteção do capital social e da economia que depende da produção agrícola”.

Já o diretor-geral da agência da ONU, Qu Dongyu, lembrou que o alimento produzido e exportado por um país influencia na nutrição de centenas de milhões de pessoas.

Setor privado

O chefe da FAO elogiou o trabalho dos governos e empresas privadas para manter o setor agroalimentar funcionando em meio aos desafios de uma guerra e da pandemia.

A Conferência Regional ocorre a cada dois anos e decide sobre políticas e cooperação de programas no setor da alimentação e agricultura. É também um espaço para os países apresentarem prioridades e áreas de trabalho com a FAO.

A agência tem um quadro estratégico de cooperação que vai até 2031 e se baseia nas demandas regionais da América Latina e do Caribe.

O diretor-geral da agência afirma que é preciso mudar para sistemas mais inclusivos, sustentáveis e eficientes de agricultura assim como melhorar a produção, a nutrição e o meio ambiente.

O ministro equatoriano da Agricultura, Pedro Álava, que presidiu a reunião disse que seu país está atuando para proteger a produção de banana de plantas com doença.

Relatório mapeia as áreas mais críticas para agricultura e alimentos com o foco na segurança dos alimentos. Foto: Banco Mundial/Maria Fleischmann

 10 bilhões de habitantes

O encontro em Quito debateu também sociedades rurais inclusivas e prósperas.

Ao se referir à guerra na Ucrânia e à crise de fertilizantes, o diretor-geral da FAO disse que a paz é fundamental para proteger as pessoas da fome.
A América Latina e o Caribe produzem calorias suficientes para alimentar 1,3 bilhão de pessoas.

Até 2050, a população mundial deve ultrapassar a marca de 10 bilhões de pessoas.

A FAO está apostando na digitalização do setor agrícola em todos os níveis o que deve fortalecer o comércio internacional. Em pelo menos 14 países, incluindo o Equador, a agência está monitorando a Iniciativa 1,000 vilarejos digitais.


Fonte: ONU News

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