Cientistas brasileiros criam supercapacitor flexível e maleável

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Um grupo de pesquisadores brasileiros, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), em parceria com pesquisadores da University of Surrey, na Inglaterra, desenvolveram um dispositivo chamado de supercapacitor, uma espécie de superbateria, flexível e maleável, com capacidade de armazenamento de energia muito mais rápida que as baterias convencionais.

O trabalho se iniciou a partir da pesquisa de doutorado de Raphael Balboni, que incluiu um período no Reino Unido. O bolsista da Capes foi aluno do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Engenharia de Materiais da UFPel.

Raphael Balboni, do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Engenharia de Materiais da UFPel, é bolsista CAPES PrInt e fez Doutorado-Sanduíche no Reino Unido (Foto: Arquivo pessoal)

O dispositivo poderá ser integrado em aparelhos, em tecidos eletrônicos e no próprio vestuário das pessoas. Feito com nanomateriais à base de carbono, o supercapacitor tem um processo de fabricação rápido e de baixo custo, sendo possível ser industrializado de maneira simples.

“O grande diferencial deste supercapacitor é que ele poderá ser utilizado nas vestimentas das pessoas, como se fosse um acessório”, explica o professor Neftali Carreño, coordenador da pesquisa no Brasil.

Professor Neftali Carreño, coordenador do grupo de pesquisa, da UFPel (Foto: Arquivo pessoal)

Ele nota que “o dispositivo tem poder de armazenar grande quantidade de energia” e, além disso, é “superleve, fácil de transportar, dobrável e, inclusive, flexível”.

Os benefícios para a sociedade são inúmeros. “A área de supercapacitores pode colaborar para a demanda de energia no mundo, hoje e no futuro. Todos os países estão buscando, de um modo ou outro, substituir fontes de energia não renováveis por fontes renováveis e todo o nosso futuro passará pelo desenvolvimento de aparelhos com capacidade de armazenamento e distribuição limpa de energia”, frisa José Henrique Alano, professor do Curso de Engenharia Mecânica da Furg.

Professor José Henrique Alano, do Curso de Engenharia Mecânica da Furg (Foto: Arquivo pessoal)

“A importância do Capes PrInt vai além do material que foi possível produzir. Eu tive uma experiência única, aprendi novas formas de trabalhar, criei conexões e muitos outros trabalhos estão sendo desenvolvidos a partir da parceria que foi firmada entre Brasil e Inglaterra”, conclui Balboni.

PrInt

PrInt incentiva a construção, implementação e consolidação de planos estratégicos de internacionalização das instituições selecionadas, além da formação de redes de pesquisas internacionais para melhorar a qualidade da produção acadêmica vinculada à pós-graduação. O Programa também promove a mobilidade acadêmica de professores e estudantes de doutorado e pós-doutorado.


Fonte: CCS/Capes

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